por Pedro Brandt
O álbum Xampu, lançado em 2010, foi o ponto de partida para projetos pessoais nos quais o desenhista Roger Cruz vem trabalhando há alguns anos. Depois de nos contar mais sobre a produção da HQ lançada no ano passado, o paulistano volta às páginas de Raio Laser para falar de seu pimeiro artbook, Nudes in fury.
Como você apresenta o Nudes in fury?
O Nudes in Fury é um artbook que tem como temas nudez e sexo. É uma seleção das melhores artes que produzi sobre esses temas nos últimos dois anos, desde que parei de trabalhar com super-heróis. Na maioria das artes, inseri a nudez e o sexo em alguma situação cômica. Não pretendia que fossem apenas belas poses de nu ou sexo explícito, algo que se vê em ensaios fotográficos.
Quem está lançando? Ou é independente?
O livro é independente com tiragem de 500 exemplares. Um outro artbook com um resumo da minha carreira já está quase pronto, mas resolvi lançar o Nudes primeiro por ter 40 páginas e um custo menor. O Roger Cruz artbook terá de 80 a 100 páginas e também será independente.
O que você pode comentar sobre a produção, as técnicas usadas, os materiais...
Nestes últimos dois anos, fiz e ainda tenho feito muitas experiências sobre estilo, técnica e tratamento gráfico. Utilizei diversos materiais neste livro. Pincel, canetas descartáveis coloridas, hidrográficas, arte-final e cor digital e bico de pena.
 |
| Clique para ampliar |
Quais os seus autores de quadrinhos eróticos favoritos? Por que eles?
Você fez alguns quadrinhos eróticos no começo da carreira, certo? É um gênero de quadrinhos que você tem interesse em revisitar - no caso, com HQs, não apenas com ilustrações, que é o caso de Nude in fury?
Sim. Trabalhei escrevendo e desenhando catecismos para a Editora Vidente, onde conheci pessoalmente o Watson Portela e o
Sebastião Seabra. Gosto e ainda pretendo fazer HQs sobre o gênero. Qualquer ser vivo gasta boa parte de seu tempo e energia na busca pela oportunidade de fazer sexo. Nudez, sexo e sacanagem são coisas relevantes.
 |
| Clique para ampliar |
Não poderia ser melhor. O álbum recebeu ótimas críticas tanto pela arte como pelo roteiro. E foi interpretado como eu desejava que fosse, o que para mim era o mais importante. A história de alguém é quase nada vista de longe, mas pode ser uma grande história olhando de perto. Espero ter feito homenagem à altura para aqueles que inspiraram as histórias do Xampu.
Alguma novidade sobre a continuação da série?
Ainda não tenho previsão para a continuação por falta de tempo mesmo.
Qual o seu projeto atual? Você está trabalhando em alguma editora no momento? E qual o seu próximo projeto?
Atualmente, trabalho como ilustrador para algumas editoras brasileiras. Estou também trabalhando no fechamento do Roger Cruz artbook e produzindo artes no tempo livre para outro artbook. Mas primeiro vamos ver como se sai o Nudes in fury.
Lançamento Nudes in Fury
Data: 23 de Julho de 2011
Horário: 19h
Local: Quanta Academia de artes (Rua Doutor de Queirós Aranha, 246, Vila Mariana, São Paulo)
Preço de lançamento: R$ 30
Venda somente para maiores de 18 anos
Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?