EP. #91 VILA-VALLEY: TESOUROS REDESCOBERTOS DA HQ BR convidados especiais CACO XAVIER & LUIZ GÊ

EP. #91 VILA-VALLEY: TESOUROS REDESCOBERTOS DA HQ BR convidados especiais CACO XAVIER & LUIZ GÊ

Quanto tempo uma obra-prima pode ficar adormecida, sem ver a luz da publicação? A graphic novel brasileira “Vila-Velha: a Cidade da Bolha” precisou de 34 anos na obscuridade, com as páginas guardadas nos arquivos de Ivan Freitas da Costa e Luiz Gê, para que pudesse finalmente ressurgir translúcida, impecável e inédita, pelas mãos da editora MMarte.

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O Colecionador: radiografia de um amontoado de fracasso

O Colecionador: radiografia de um amontoado de fracasso

por Ciro Inácio Marcondes

Imagine que as principais experiência de sua vida – de suas namoradas/os aos seus empregos e lugares que conheceu – passem sempre pela sua coleção de quadrinhos. Ou sua coleção do que quer que seja: discos de vinil, obras de arte, bonecos, etc. Sua vida é mediada pela lógica inconsútil do colecionismo: todas suas memórias remetem a um quadrinho, todos os seus quadrinhos empregam alguma lembrança. Cada assinatura na folha de rosto de um livro te remete a um evento, as dedicatórias te conduzem a lágrimas há muito derramadas.

Há uma poesia nisso tudo, uma trágica poesia, que O Colecionador (Editora Hipotética), do roteirista Djeison Hoerlle, do ilustrador Dieferson Trindade e do colorista Juliano Dalben, procura examinar.

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Alvorada dos Corações Macabros: o libelo noventista de Diego Gerlach

Alvorada dos Corações Macabros: o libelo noventista de Diego Gerlach

Nosso editor Ciro Inácio Marcondes escreve sobre mais um triunfo de Diego Gerlach, Alvorada dos Corações Macabros, um gibi cheio de fuleiragem, mas ao mesmo tempo melancólico e coraçãozudo, de um jeito que você não esperaria deste que é um dos maiores quadrinistas brasileiros.

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"Os Donos da Terra" e os Tupinambá: etnografia de superação em quadrinhos

"Os Donos da Terra" e os Tupinambá: etnografia de superação em quadrinhos

por Jota Erre

Os Donos da Terra, de Daniela Fernandes Alarcon, Vitor Flynn Paciornik e Glicéria Jesus da Silva, é uma HQ-documentário, uma investigação e um convite a conhecer e ter a consciência da História de um dos povos formadores da diversidade brasileira, o Povo Tupinambá. Na diversidade interna ao próprio Povo, a HQ se centra na condição política atual e nas condicionantes históricas e sociais que caracterizam a vida do Povo Tupinambá de Olivença, cuja Terra se localiza no estado da Bahia.

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Eu Não Preciso de Mais Nada: existencialismo de videogame ou a crisálida de Gabriel Dantas

Eu Não Preciso de Mais Nada: existencialismo de videogame ou a crisálida de Gabriel Dantas

“Meu primeiro contato com a morte foi no colégio”, diz o recordatório do requadro de um certo zine “Viagens Rumo ao Esquecimento”, que Gabriel Dantas publicou ainda em 2017, quando tinha (possivelmente) 17 ou 18 anos. Nesta história, seu personagem se insere num ambiente juvenil-escolar (como tantas e tantas vezes vai repetir em seu trabalho futuro, especialmente em seu Instagram @bifedeunicornio) para recordar o falecimento, no meio do bimestre, de um professor querido, algo que talvez reverbere na memória de muita gente que vá abrir esse volume impresso Eu Não Preciso de Mais Nada, em que a Ugra Press coleta aquilo que o Gabriel produziu entre 2017 e 2019.

Esse primeiro zine era bem rudimentar e primário (lembra um exercício) e eu já estava achando que a editora havia investido num material inferior ao publicado na internet quando essa história específica do professor derreteu minha retidão de crítico. Talvez isso tenha a ver com o fato de eu ser também professor, mas acho que na verdade o que ocorreu ali foi o ato de realizar uma leitura do nascedouro da dupla orientação que Gabriel Dantas iria levar para o resto dos seus quadrinhos: um conflito (explorado de maneira tresloucada e hilária) entre um jeito bobo de ser, estilo adolescente videogueimeiro, e uma dor existencial lancinante, irresistível para qualquer um que vá ler seu material. E estes dois aspectos ficam vazando um para o outro até que você não saiba exatamente se está rindo ou chorando. Uma forma meio “palhaço triste” de crescer e entender o mundo ao seu redor.

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13 PERGUNTAS PARA BATISTA

13 PERGUNTAS PARA BATISTA

por Márcio Jr.

Se no longínquo Brasil pré-pandêmico você era frequentador de feiras de quadrinhos, com certeza passou pela mesa de Marcos Batista. E se você já fez parte dos circuitos mais underground do rock, as chances de ter visto o mesmo Batista num palco não são nada remotas. Agora, se o seu lance é cartum na internet, a possibilidade de desconhecer o sujeito é virtualmente nula. A boa nova é que Batista acaba de lançar seu primeiro livro-solo: O que conto quando conto uma piada. Com curadoria do onipresente Diego Gerlach e design classudo do craque Stêvz, a compilação de mais de 200 tiras e cartuns é um convite ao riso. Duvido que consiga segurá-lo. Dá-lhe, Batista!

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