Samsara, de Guilherme de Almeida Prado e Hector Gomez Alisio: paixão primal
/por Lucas Reis
Entre o lançamento de A Dama do Cine Shanghai e Perfume de Gardênia, Guilherme de Almeida Prado publicou sua única história em quadrinhos: Samsara (1991), considerada por alguns a primeira graphic novel brasileira. Não pretendemos entrar no mérito de defender se Samsara é realmente o primeiro romance gráfico do país. Afinal, primeiro é preciso definir o que seria uma graphic novel. É certo que o gibi faz parte de uma coleção da finada editora Globo intitulada Graphic Globo, legitimando a ideia de ser pensada como romance gráfico, mas o trabalho de Prado foi apenas a sétima edição da série. Uma argumentação óbvia seria a de que as outras edições são de estrangeiros e foram publicadas primeiro no exterior. Todavia, em Samsara, Prado divide a criação com Hector Gomez Alisio, desenhista argentino, o que embaçaria essa argumentação. Afinal, trata-se de uma graphic novel brasileira, com um dos autores estrangeiro.
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?