O que é RAIO LASER?

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O QUE É RAIO LASER?

A Raio Laser é um blog, com ares de revista eletrônica, que tem como princípio pensar as histórias em quadrinhos para além de um saudosismo quarentão, para além de um cultismo tosco e “nerd”, para além do seu jabazinho youtubeiro, para além de um cânone saturado, imbecilizante. Além, meu amigo. Acima de tudo, somos um site de textos, que valoriza a preciosidade de uma ideia bem articulada, não se privando de pensar os quadrinhos como uma forma de comunicação engajada na sociedade, nos outros meios, na história. Quadrinhos como cultura.

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Escrevemos, sim, crítica, mas à moda antiga: com a intenção de que ela reverbere a criação coletiva de um imaginário para as HQs, de que um texto seja uma extensão necessária de outro, de maneira que a riqueza do diálogo entre autores e críticos provoque um crescimento da mídia. Nossos colaboradores são rigorosamente selecionados não apenas por terem domínio de causa, mas também por se proporem a fazer do exercício da crítica uma produção que vá além do comentário leigo, impressionista, que se tornou o resenhismo na internet atual. Uma produção que vá além. Além.

Cartaz de evento vinil + quadrinhos com participação da Raio Laser

Cartaz de evento vinil + quadrinhos com participação da Raio Laser

HISTÓRIA DA RAIO LASER

A Raio Laser publicou seu primeiro post, um pequeno comentário do editor Ciro I. Marcondes sobre o clássico Palomar, de Gilbert Hernandez, em abril de 2011. Naquela época, a crítica de quadrinhos brasileira na internet (e, vale dizer, em qualquer lugar) era extremamente rara. A cultura de HQs, por mais que escondesse um universo vasto, rico e complexo, se confundia ainda com “cultismo”: coleções de formatinhos, jogar adedonha com nomes de super-heróis, jovens babando com gibis do Manara, etc.

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É verdade que podemos mencionar iniciativas como o Universo HQ, Guia dos Quadrinhos e alguns outros, que quantificaram e organizaram a produção e publicação de quadrinhos por aqui - além de pioneiros acadêmicos como Álvaro de Moya, Moacy Cirne e Antonio Luiz Cagnin. A ideia da Raio nasceu desta carência: se o cinema possuía lá seus (não tantos) bunkers (ainda que polêmicos) de produção de inteligência no contexto brasileiro (Contracampo, Cinética, Críticos), por que isso não poderia recair também sobre a (cada vez mais reconhecida como) arte dos quadrinhos?

Uma amostra do Alucináticos, infelizmente recuperada pelo Wayback Machine sem sua totalidade.

Uma amostra do Alucináticos, infelizmente recuperada pelo Wayback Machine sem sua totalidade.

O sentido era produzir sim uns textos bem cabeçudos (o perfil inicial do site tinha pegada acadêmica), mas com uma raiz punk, por assim dizer. Poucos sabem, mas a Raio nasceu dos escombros de um outro site, o “Alucináticos - rock sem um puto de decência”, uma pérola da web 1.0 que cobria rock and roll e cinema, entre 2003 e 2006. A vida útil deste “portal” foi pequena, mas, na época, produziu eletrizante sinergia com a cultura roqueira de Brasília, cobrindo shows underground, soltando críticas dilacerantes e produzindo eventos. Ciro Inácio Marcondes e Pedro Brandt, os editores da Raio, vieram do Alucináticos e, querendo afiar a lâmina crítica em outras praias, criaram o blog em 2011, buscando letalidade para o xôxo mundo da recepção de quadrinhos até então. Pode-se dizer que o ímpeto anárquico da Raio foi inspirado na crítica musical, a partir da opinião de jornalistas lendários como Lester Bangs, Greil Marcus e Stephen Thomas Erlewine, além de revistas que fizeram história (Bizz, Mojo, Magnet). No cinema, André Bazin, Pauline Kael, Roger Ebert, Serge Daney, José Lino Grünewald. Muita coisa, enfim.

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É claro que alguns sites gringos (The Comics Journal, The Beat Comics Culture, Read About Comics) serviram de inspiração para o padrão de textos longos, que valorizam a análise crítica/histórica/comunicacional, mas a Raio sempre buscou uma identidade singular, que trouxesse a marca da transversalidade dentro da multiculturalidade dos quadrinhos. Textos que valorizem a estilística, os recursos de outras mídias, a experiência pessoal. Textos que querem ser textos, para leitores que querem ler textos, com todo o ritual que isso exige.

Em princípio, privilegiamos a diversidade geográfica, temporal e de gênero. Era importante falar de Hugo Pratt, como o era de Koike e Kojima, de Schulz, Laerte, Spiegelman. Era importante falar do Superman da era de ouro, assim como o era falar dos quadrinhos de Cynthia Carvalho, a genial e ainda não reconhecida roteirista de Leão Negro. Além disso, cabia observar o início do fértil ciclo atual do quadrinho brasileiro, fazendo observações minuciosas de obras de Rafael Coutinho, Bá e Moon, Lelis, etc., que se tornariam obras de referência. O ano 1 foi, até hoje, o que teve maior produção (60 textos). Posteriormente, a Raio foi adotando uma postura consciente e intencional de slow publishing, privilegiando sempre a qualidade sobre a quantidade, e confiante num grupo pequeno, mas seleto de leitores.

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Durante os anos seguintes, Ciro ia cobrindo os aspectos mais críticos/teóricos, enquanto Pedro ficava com a tarefa jornalística. Ensaios, crônicas, nostalgia, exposições, entrevistas: tivemos de tudo no ano 2, cobrindo especialmente BD, mangá, Disney, comics e quadrinhos brasileiros. Aos poucos, a Raio foi agregando colaboradoras e colaboradores externos, que às vezes se ofereciam, enviando bons textos, e às vezes eram convidados. Dezenas de pessoas escreveram para o site durante estes anos todos, e colunas, hoje clássicas, se fixaram: “Rapidinhas” e “HQ em um quadro”.

Entre 2014-2016, a produção do site foi baixa, mesmo que ainda selecionada, graças a problemas, de natureza profissional, dos dois editores. Porém, a partir de 2017, a Raio ganha novo impulso com a consolidação de mais três colaboradores fixos que, pode-se dizer, revolucionaram o perfil do site. Marcos Maciel de Almeida, ex-lojista de quadrinhos e aficionado, com análises pessoais e grandes tiradas; o polivalente cineasta/quadrinista/músico Márcio Jr., com texto afiadíssimo; e o onipresente (figura lendária de Brasília) Lima Neto, de perfil intelectual e conhecimento enciclopédico. Tudo isso sempre à sombra da grande Pollyanna Carvalho, nossa brilhante webmaster, responsável por tudo que há de visual e tecnológico no site.

Entre 2017-2019, portanto, a Raio ganha maior diversidade de abordagens, e entra mais propriamente no circuito de cobertura dos lançamentos de quadrinhos (nacionais e estrangeiros), fazendo reverberar suas bem particulares listas de fim de ano, publicando dossiês e resenhas especialmente incisivas (elogiosas ou não), procurando rastrear a produção contemporânea de quadrinhos e fazendo leituras numa conjuntura cultural.

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Mesmo com a sutil mudança de perfil ao longo dos anos, alguns axiomas da Raio permanecem - como não deveria deixar de ser - imutáveis: a pauta é livre, não há obrigatoriedade de cobrir o que recebemos, e qualquer tipo de abordagem (da mais pessoal à mais técnica), é bem-vinda; o texto é valorizado, então a estilística, a capacidade de leitura e o background cultural dos colaboradores são importantes; e a avaliação crítica (quando houver, se isso se aplicar ao texto) não deve levar em consideração nada além dos próprios critérios bem pensados pelo resenhista. Sem estrelinhas. Pensar a crítica por meio da biografia do autor, do mercado ou através de uma estética da recepção, tudo é válido, mas não aceitamos nenhum tipo de jabá.

Abril de 2019 marca o início do ano 9 da Raio e vamos seguir, mesmo que quixotescamente, de acordo com nossos princípios.

PS 1: em 2012, quando o site completou 1 ano de existência, realizamos uma festa - jamais repetida - de comemoração junto com a (hoje finada) empresa de ilustração Ilustrativa, que completava 10 anos, no (hoje também finado) “club” do Cult 22, em Brasília. Vendemos o total de 1 (uma) camiseta neste evento, algo de que nos orgulhamos muito!

A altamente esquecível festa de 1 ano da Raio Laser.

A altamente esquecível festa de 1 ano da Raio Laser.

PS 2: em 2015, a equipe (na época Pedro, Ciro e Lima) se juntou para gravar um piloto para o nunca lançado “Lasercast”, o podcast da Raio, que misturaria cultura musical relacionada a quadrinhos (buscando as raízes do Alucináticos) a comentários sobre gibis. O piloto ficou irado, mas, por razões desconhecidas até pelos deuses, nunca foi ao ar. Sobre podcast, em breve teremos novidades.

PS 3: A Raio possui dois spin-offs, ou seja, colunas derivadas em outros sites, escritas pelo nosso staff. A primeira delas é a “ZIP - quadrinhos e cultura pop”, que Ciro Inácio Marcondes publica todas as quintas no Portal Metrópoles, desde 2017. A outra é a “Guerrilha Pop”, de Márcio Júnior, sobre resistência no pop e congêneres, publicada todos os sábados no site do jornal “A Redação”, de Goiânia, desde 2018.

PS 4: Ciro e Pedro oferecem, com alguma regularidade (em Brasília), o curso em seis aulas “História das Histórias em Quadrinhos”, que tem um compromisso com a missão “além” da Raio e cobre as principais escolas de HQs mundiais.

Cartaz do primeiro curso “História dos Quadrinhos: Trajetória de uma Arte Sequencial”, ministrado pelos editores da Raio Laser

Cartaz do primeiro curso “História dos Quadrinhos: Trajetória de uma Arte Sequencial”, ministrado pelos editores da Raio Laser

Uma aula de quadrinhos!

Uma aula de quadrinhos!

MISSÕES DA RAIO LASER

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CULTO aos quadrinhos: a leitura dos quadrinhos enquanto fã, colecionador, entusiasta. É comum que, na internet, este seja um dos únicos enfoques ressaltados na escrita sobre as HQs, já que, investindo sua inteligência e vitalidade em uma arte historicamente marginalizada, o leitor precisa refugiar-se em pequenos guetos e microculturas para poder encontrar ressonância em seu objeto de entusiasmo. Na década de 2010, esses guetos se projetaram para as massas, e o culto se tornou asséptico e generalizado, o que implica ainda mais na necessidade de formação de leitores de quadrinhos “além”. Respeitar, ampliar e transitar entre estas diferentes culturas faz parte do projeto RAIO LASER.

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HISTÓRIA dos quadrinhos: o resgate da vastíssima história mundial desta forma de arte é ainda um trabalho que vem sendo feito de maneira isolada e inconstante pela internet. Mesmo assim, na medida em que trabalhos acadêmicos e jornalísticos procuram sistematizar linhagens diversas de produção em HQ, produções perdidas no tempo e na geografia do mundo vêm à tona para mostrar que as interinfluências em HQ são muito mais imprecisas, indiretas e fortuitas do que se pensa, tornando cada descoberta imprevisível e admirável. O mundo da arqueologia em HQ é um mundo de constante descoberta de obras-primas isoladas e perdidas.

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CRÍTICA e TEORIA dos quadrinhos: a resenha crítica, o comentário teórico, a apreciação impressionista ou pessoal, as abordagens inesperadas, as relações com outras formas de expressão, tudo cabe à reflexão provocada pela leitura de obras em quadrinhos, e essas reverberações são uma constante nas publicações do site. HQs de todos os tempos, todos os lugares, todos os gêneros, com o bom gosto sendo o único critério.

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COBERTURA JORNALÍSTICA dos quadrinhos: o ato de acompanhar os lançamentos, a pesquisa em publicações antigas, a entrevista, a busca por personagens que construíram a história ainda em construção desta forma de arte, tudo isso e mais compete ao trabalho jornalístico proposto pelo site.


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SOCIALIZAÇÃO a partir dos quadrinhos: enquanto objeto de interesse crescente de diversos grupos espalhados pela internet e outros meios, RAIO LASER também se propõe a ser um espaço de discussão, problematização, socialização e troca de informações sobre HQ. Assim, a interação via internet e redes sociais, com o propósito de agregar e produzir sinergias com nossa política de abordagem, é algo que vem sendo trabalhado nestes anos todos, com o site aberto a contribuições e todo tipo de troca.

POR QUE OS QUADRINHOS?

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1 - Quadrinhos não são uma forma de arte nova, apesar de sua forma moderna ter surgido junto ao cinema no final do século 19. Quadrinhos estavam presentes na linguagem de povos paleolíticos, astecas, egípcios, e muitos outros. Quadrinhos são uma forma arcaica de comunicação, e nunca deixarão de existir, mesmo que seu nome ou atribuições sociais mudem.

2 - Quadrinhos fazem parte de um circuito transmídia comunicacional poderoso, que faz circular bilhões de dólares no mundo inteiro, sendo um participante ativo do jogo global que envolve a economia da cultura. Sua influência não pode ser desprezada como algo que modifica tudo o que vivemos e fazemos.

3 - Os quadrinhos foram renegados por regimes políticos, estéticos e morais durante o século 20. Sua periculosidade (enquanto discurso, enquanto comunicação e enquanto arte) foi logo detectada nas primeiras décadas de existência, e seu conteúdo foi controlado - com medo de uma possível interferência na mentalidade juvenil - durante quase todo o século passado. Os quadrinhos merecem e precisam da renaissance pela qual vêm passando nas últimas décadas.

4 - Mesmo que nem todos saibam disso, a cultura de quadrinhos é tão vasta e rica quanto a da literatura, do cinema ou da música no século 20, porém o alcance desta diversidade é menor, graças à sua guetização e estigmatização. Abrir o mundo das HQs a todos é abrir uma dimensão inteira, uma mídia na qual se pode mergulhar a vida toda. É abrir uma nova lente de leitura do mundo.

5 - Por que os quadrinhos? Porque, em sua natureza ainda primitiva e essencial, são a arte mais importante para este século 21.

Equipe Raio Laser completa! Da esquerda para a direta: Márcio Jr., Lima Neto, Pedro Brandt, Ciro I. Marcondes e Marcos Maciel de Almeida. Foto por Thaís Mallon.

Equipe Raio Laser completa! Da esquerda para a direta: Márcio Jr., Lima Neto, Pedro Brandt, Ciro I. Marcondes e Marcos Maciel de Almeida. Foto por Thaís Mallon.

Quem Somos

OS ESCRIBAS


CIRO INÁCIO MARCONDES escreveu e desenhou mais de 100 gibis entre 1989 e 1996, os “famosos” quadrinhos Bilak. Até 2001 escreveu mais de 30 contos e dois romances. E até 2012, mais de 300 poemas. Nunca nada deste material foi publicado. Um crítico é sempre um artista frustrado? Para tentar provar esta máxima, é também professor universitário nas áreas de Cinema, Literatura, Comunicação e Histórias em Quadrinhos, e passou por faculdades na UnB, IESB, Icesp e UniProjeção. É Mestre em Literatura e Doutor em Comunicação pela UnB, com passagem pela Sorbonne, e já ministrou cursos como “História do Cinema”, “Crítica de cinema e análise fílmica”, “Hitchcock e a ilusão do cinema”, “Cinema e filosofia” e “História dos Quadrinhos” para o Espaço Cult, Centro Cultural Banco do Brasil e Espaço Varanda. Escreveu para publicações como International Scientific Journal of Sapientia University, Eco-Pós, InTexto, Rebeca, Revista da Socine, Cerrados, 7 Faces, Cadernos de Semiótica Aplicada, Esferas, Correio Braziliense e Antílope. Escreve semanalmente a coluna “ZIP – Quadrinhos e Cultura Pop” para o Portal Metropoles. É membro fundador e editor-chefe da Raio Laser, na ativa desde 2011. Quadrinhos são sua mais primeva e indefectível paixão. ciro@raiolaser.net


PEDRO BRANDT é jornalista brasiliense, atuou em cadernos de cultura de diários da capital brasileira por uma década – escrevendo, especialmente, sobre música e histórias em quadrinhos. Desde 2012, trabalha com assessoria de imprensa e coordenação editorial para projetos e eventos culturais. Fundador do selo Discos Além, corresponsável pelo lançamento (até 2017) de três compactos em vinil: Modulares, Little Quail e Plato Divorak. Coautor da biografia (prevista para 2018) Essência interior, sobre o roqueiro Júpiter Maçã. Adicto em quadrinhos desde a infância, se interessa por, além de uma boa trama bem ilustrada, pelas intersecções e possibilidades históricas, geográficas, filosóficas e sociais das histórias em quadrinhos. É membro fundador e editor da Raio Laser. pedro@raiolaser.net


LIMA NETO é um apaixonado por quadrinhos. É professor, doutorando em Comunicação Social, mas se pudesse, só se comunicaria por gibi, por isso insiste em se descrever como Quadrinista e jura que em 2018 vai tirar o itálico. É um dos responsáveis pela loja Kingdom Comics, colocada no mundo há mais de 20 anos atrás pelo Marcos Maciel, e editor da revista Brazilla. Atualmente também trabalha com direção de arte para animação, e tira um I-Ching maroto que aprendeu por causa do livro O Homem do Castelo Alto. lima@raiolaser.net


MÁRCIO PAIXÃO JÚNIOR nasceu em Goiânia, em 1972. Produtor cultural, Mestre em Comunicação pela UnB e doutorando em Arte e Cultura Visual pela UFG, foi sócio-fundador da Monstro Discos, MMarte Produções e Escola Goiana de Desenho Animado. Criou o Goiânia Noise Festival e a TRASH – Mostra Internacional de Cinema Fantástico. Dirigiu O Ogro e Rascunho da Bíblia e produziu Faroeste: um autêntico western, entre outras animações. Editou as revistas Into, Voodoo! e Macaco. Desde 2007 realiza o Dia Internacional da Animação em Goiânia. Lançou, em 2015, o livro COMICZZZT!: Rock e quadrinhos - possibilidades de interface. Em 2017, lança 50, livro produzido pelo Ateliê Tipográfico da Universidade Federal de Goiás, em que divide a autoria com Jaime Brasil. Quadrinista bissexto, é também vocalista da banda Mechanics. mjr@raiolaser.net


MARCOS MACIEL DE ALMEIDA: Criado numa realidade de violência e desesperança, Marcos liderou, com apenas 14 anos, a famigerada gangue do Tufão em Taguatinga-DF, na década de 80. Depois de barbarizar, por vários anos, a noite daquela cidade satélite, foi finalmente apreendido pela polícia e conduzido ao Centro de Apoio Juvenil Especializado (CAJE), local em que conheceu e passou a amar as Histórias em Quadrinhos. Recuperado de sua vida de transgressões e delinquência juvenil, fundou, em 1996, a loja especializada Kingdom Comics, em Brasília. Embora tenha deixado a empresa em 2007, continua acompanhando ativamente a cena quadrinística nacional e internacional, sem previsão de parar. mma@raiolaser.net

POLLYANNA CARVALHO: Diagramadora, roteirista amadora e ilustradora, responsável pelo layout e identidade do Raio Laser. Entusiasta de pesca, automobilismo, tricô, filmes de terror, Medical Detectives e colecionadora de Transformers. polly@raiolaser.net