LASERCAST #23 - O reino dos super-homens
/Definido por Nobu Chinen (2011) como o ícone de um gênero que mudou a história dos quadrinhos e por Sérgio Augusto (1971) como o protótipo de uma linhagem inesgotável de superseres, o Super-Homem não apenas subsidiou a criação do gênero Super-Herói como originou um arquétipo que vem sendo explorado nos quadrinhos com as mais variadas intenções.
Instigados por três reinterpretações do seminal super-herói em HQs recentemente adaptadas para canais de streaming - The Boys (Amazon Prime, 2019/2020), Invencível (Amazon, 2021) e O Legado de Júpiter (Netflix, 2021) - resolvemos discutir o histórico e os motivos para a existência, nas Histórias em Quadrinhos, destes e dos demais personagens que assimilam, parodiam ou amplificam diferentes características do Homem de Aço, bem como suas contribuições para o próprio personagem da DC Comics.
Para isso convidamos dois especialistas em superseres. Designer, escritor, tradutor de quadrinhos (Promethea, Astro City, Elric, Tom Strong, entre outros) e quadrinista (Para tudo se acabar na Quarta-Feira e Psicopompo), Octavio Aragão é professor da Escola de Comunicação da UFRJ, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas e a SIQ - Semana Internacional de Quadrinhos da UFRJ. Jornalista e escritor, Thales Martins escreveu livros sobre a adaptação de personagens consagrados das HQs para a televisão (Quem é Jessica Jones? e Dossiê Preacher: Quem é Jesse Custer?), foi um dos fundadores do site melhoresdomundo.net e atualmente pesquisa cultura brasileira em Games e Cinema Novo na UFJF. (BP)
Participam do debate: Raimundo Lima Neto, Bruno Porto, Octavio Aragão e Thales Martins.
Edição: Eder Freire
Disponível em: SPOTIFY, APPLE PODCASTS, GOOGLE PODCASTS, CASTBOX, ANCHOR, BREAKER, RADIOPUBLIC, POCKET CASTS, OVERCAST, DEEZER
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?