A Canção de Orfeu Negro: quando Neil Gaiman encontra Tom Jobim e Vinícius de Moraes
/por Marcos Maciel de Almeida
“Tristeza não tem fim, felicidade sim...” O verso da clássica canção “Felicidade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, dá o tom do filme franco-ítalo-brasileiro “Orfeu Negro”, de 1959, dirigido por Marcel Camus. A película, baseada na peça teatral Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, foi um grande sucesso no cinema, recebendo a tríplice coroa da Sétima Arte, tendo vencido o Oscar, a Palma de Ouro de Cannes e o Globo de Ouro.
A saga de Orfeu inspirou (e segue inspirando) produções artísticas em diversas áreas, como a literatura e as artes plásticas. A lenda do personagem foi recriada e adaptada para várias realidades e formas de expressão, revelando-se um ótimo exemplo de uma criação que conseguiu transcender o meio original (religião/mitologia grega) para se tornar narrativa bastante disseminada, de caráter praticamente universal. Também nos quadrinhos o mito foi recontado por Neil Gaiman na popular maxi-série Sandman, como veremos adiante.
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?