Foram vários os fatores que nos colocaram no momento atual, sempre cito alguns: Quarto Mundo, Bá e Moon ganhando Eisner, sucesso das CCXPs, a confraternização do FIQ, a profissionalização de editores e roteiristas e, acima de tudo, a popularização dos meios de produção (gráficas com tiragens pequenas, financiamento coletivo, publicações pela internet e divulgação através das redes sociais). Tudo isso somado ao fato de que nós fomos mão-de-obra para quadrinhos do mundo inteiro e chegou o momento de colocarmos nossa vontade de contar histórias pra fora e publicar aqui.
A Draco tem como objetivo principal ser uma editora referência na publicação de histórias originais com autores locais. Cada vez mais estamos desenvolvendo um jeito Draco de contar histórias em quadrinhos e acredito que a resposta de público e crítica seja resultado dessa persistência, dedicação e carinho. Nós realmente acreditamos que podemos fazer um trabalho que vai agradar cada vez mais o público leitor que gosta de séries de TV, cinema, literatura fantástica, música e tal.
Sendo bem sincero, as editores pequenas não têm muita opção quando se trata de distribuir seu material. Afinal, para entrar em uma grande livraria é preciso ter toda uma estrutura. Porém, nós temos trabalhado em quase todas as frentes: estamos nas principais redes de livrarias do país, nas comic shops, fazemos feiras de quadrinhos e literatura por todo Brasil, venda direta em nosso site e, claro, também estamos em todos os grandes varejistas online (sim, até nas Casas Bahia e no Wallmart). E, para não dizer que não estamos nas bancas, nós estamos nas principais bancas de São Paulo através da distribuição feita pelo Worney.
Temos que estar onde o público frequenta e buscar cada vez mais profissionalizar a estrutura como um todo. É uma tarefa árdua, exige muita paciência e muito investimento, mas que aos poucos tem mostrado resultados gritantes. Nós começamos bem modestos e hoje já temos um legado que podemos nos orgulhar de ter realizado.
Resenhas padrão Raio
Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?