Aprendendo a roteirizar: uma aula com Peter David
/Não sei por que, mas sempre achei difícil achar material, qualquer que fosse, sobre como escrever roteiros para histórias em quadrinhos. Talvez seja porque me formei na área visual, Desenho Industrial/Design Gráfico, onde só se falava, lia e praticava o desenho, a narrativa gráfica imagética. E eu, como vários, já desenhei, criei meus personagens, minhas pequenas HQs. Mas meu interesse foi além, queria saber como se escreve, como se cria uma trama interessante. Qual o segredo de um bom roteiro de ação? Alguém poderia me fornecer uma receita de bolo? E Peter David me proporcionou isso. Vibrei quando achei seu livro em um sebo, demorei algum tempo para consumi-lo porque o coloquei em minhas pilhas monstruosas de HQ para leitura, mas fui indo, escolhendo o momento oportuno para mergulhar fundo. Writing for Comics and Graphic Novels é básico, mas vale. Seria a versão roteiro do How to draw comics - The Marvel Way (clássico livro de como desenhar quadrinhos no estilo Marvel, por Stan Lee e John Buscema, considerado a bíblia de como se criar qualquer quadrinho Marvel dos anos 70 e 80).
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?