Lasercast #42 - JÔ OLIVEIRA: DO CORDEL AO CANGAÇO
/Os quadrinhos de Jô Oliveira são parte de um triste fenômeno brasileiro: conhecidos e premiados mundo afora, porém ainda pouco lembrados pelo grande público de quadrinhos desta terra brasilis. Jô é um veterano. Um quadrinista de uma estética única, que incorpora o regionalismo de suas origens nordestinas com um grafismo de apelo universal. Nesta edição do Lasercast batemos um papo com esse mestre da HQ nacional e abordamos seus primeiros trabalhos, a história da revista Risco, sua experiência internacional e o que ainda está guardado à espera de publicação.
Participaram do debate: Pedro Brandt, Lima Neto, Alex Vidigal e o convidado especial Jô Oliveira
Edição: Eder Freire
Disponível em: SPOTIFY, APPLE PODCASTS, GOOGLE PODCASTS, CASTBOX, ANCHOR, BREAKER, RADIOPUBLIC, POCKET CASTS, OVERCAST, DEEZER
Imagens para ilustrar o episódio:
Icônica capa da primeira edição da revista Risco, primeira HQ brasiliense, pubicada em outubro de 1976.
Página da história de Jô Oliveira na Risco
Capa de A Guerra do Reino Divino, na edição publicada pela editora do Pasquim.
alguns de seus prêmios
Revista italiana Corto Malteze ano 2 número 4, onde foi publicado o quadrinho de Jô Oliveira
Acima, o documentário Guerra Santa na Avernida, de Miguel Freire
Capa de cordel de Jô Oliveira
O Brasil filatélico de Jô.
Capa da Alter Linus número 5
Jô e a ediçao da Alter Linus
Versão colorida de Hans Staden: um aventureiro no novo mundo
Jô e o storyboards que o colocou no mundo dos quadrinhos
Pantera Negra, a premiada animação experimental de Jô
Edição de As Amazonas
Capa da edição italiana do, ainda inédito no Brasil, O Homem de Canudos
Página de O Homem de Canudos, um traço bem diferente do usual
Não podendo publicar imagens das páginas da adaptação de Grande Sertão: Veredas, temos uma homenagem de Jô à Guimarães Rosa
Página de Madeira-mamoré railway co. um dos muito quadrihos de Jô que ainda aguardam uma publicação mais ampla.
Na sequência, imagens do encarte Jornalzinho.
Página do quadrinista José Duarte, um dos parceiros artísticos de Jô Oliveira no encarte Jornalzinho
Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?