LASERCAST #71 RESENHÃO GERAL #09
/Em mais uma edição “resenhão geral”, a equipe Raio Laser analisa leituras recentes (ou nem tanto) de quadrinhos “recebidos” (valeu, editoras!) ou simplesmente comprados (valorize sua livraria/gibiteria local!). Neste Lasercast, o autor francês Manu Larcenet tem duas obras comentadas, ambas lançadas recentemente no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim, O combate cotidiano e A estrada (adaptação de um romance do americano Cormac McCarthy). Alguns anos distanciam uma HQ da outra e apresentam Larcenet em fases distintas de seu traço, ainda que igualmente inquietas em sua visão de mundo, que pode ser ao mesmo tempo melancólica e esperançosa, mas também sombria e pessimista. Domínio público (também PN), de autoria de Chip Zdarsky, por sua vez, é um prato cheio – ácido e satírico – para quem curte os bastidores das histórias em quadrinhos e seus criadores. HQ chilena, Thor y la Mujer Águila, de Félix Vega, investiga as passagens de vikings por terras americanas em um passado longínquo. Encerrando esse resenhão, o gênio mirim Gabriel Datas tem sua Antes que o universo nos destrua (Ugra Press) justificadamente alisada. Enjoy!
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?