Um Drácula de Mignola
/por Márcio Jr.
Se em 1992 a recepção da crítica para Drácula de Bram Stoker foi ambígua, passado mais de um quarto de século a película de Francis Ford Coppola adquiriu status de filme de culto. Não é para menos. Abrindo mão de quaisquer efeitos especiais computadorizados, a obra é uma homenagem aos primórdios do cinema, com seus jogos de espelhos, trucagens analógicas e direção de arte embasbacante. Hoje, a iconografia do longa divide o imaginário do público com as versões do Príncipe dos Vampiros encarnadas por Bela Lugosi e Christopher Lee. Atestado inconteste da potência visionária de Coppola.
Aproveitando o lançamento do longa, a Topps Comics rapidamente colocou em produção uma adaptação em quadrinhos, reunindo uma equipe de primeira linha. No roteiro, ninguém menos que o veterano Roy Thomas. E na arte, um astro em franca ascensão: Mike Mignola. Completando o time, John Nyberg (arte-final) e Mark Chiarello (cores). Publicada como uma minissérie em 4 edições, a HQ logo saiu de catálogo, tornando-se, ela também, um objeto de culto. Somente em 2018 a série foi reunida em luxuosa edição pela IDW Publishing, ganhando versão nacional pela Mino.
Read More
Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?