TINTIM E OS PIRATAS CHINESES
/por Bruno Porto
Na feirinha de rua da Dongtai Road, em Xangai, é possível encontrar a preços módicos as histórias em quadrinhos As Aventuras de Tintim tal qual eram publicadas desde o final dos anos 1960, em edições pra lá de piratas. Cada álbum é dividido em dois livrinhos de 9 cm x 12 cm, impressos no preto e branco mais cinza possível em papel jornal da pior qualidade. Não raro, a ordem e as proporções dos quadrinhos são alteradas, e os desenhos foram em sua grande maioria decalcados com resultados variados. Isto é, variam do ruim ao péssimo, de deixar Carlos Zéfiro com vergonha.
Tintim é um dos personagens mais conhecidos dos século XX, tendo sido publicado em mais de cinquenta 50 idiomas e com mais de 200 milhões de exemplares vendidos mundialmente. Criado em 1929 pelo cartunista e designer gráfico belga Hergé, tem uma de suas seminais aventuras passadas justamente em Xangai, nos anos 1930: Le Lotus Bleu.
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Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?