LASERCAST # 37 - Malditos fanzines
/Antes da internet, ali pelos anos 80/90, a única alternativa ao mercado “oficial” de quadrinhos eram os fanzines. De duas, uma: ou o quadrinista brasileiro estava no exíguo espaço existente para a produção nacional nas bancas, ou chegava às mãos de um reduzido círculo de leitores via correio, em edições xerocadas. Ainda que não fosse possível viver profissionalmente da atividade zineira – e justamente por isso –, o resultado desse movimento foi uma explosão criativa. As últimas décadas assistiram a uma radical mudança nesse panorama. Primeiro com a migração dos conteúdos para a grande rede de computadores. E depois com o ressurgimento dos fanzines impressos, agora em versão, digamos, gourmertizada. Nesse episódio do Lasercast, falamos disso e muito mais, num papo etílico com três dos maiores expoentes do fanzinato brazuca, os senhores Alberto Monteiro, Henry Jaepelt e Law Tissot.
Participam do debate: Márcio Jr, Lima Neto e os convidados Alberto Monteiro, Henry Jaepelt e Law Tissot
Edição: Eder Freire
Disponível em: SPOTIFY, APPLE PODCASTS, GOOGLE PODCASTS, CASTBOX, ANCHOR, BREAKER, RADIOPUBLIC, POCKET CASTS, OVERCAST, DEEZER
Imagens que ilustram o post:
Alberto Monteiro - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Alberto Monteiro - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Henry Jaepelt - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Henry Jaepelt - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Law Tissot - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Law Tissot - Imagem tirada da coleção Maldito Seja publicada pela Ugra Press
Nem eu nem os amigos que assinam os textos abaixo estaremos na CCXP 2018, super evento de cultura pop em São Paulo que, entre 6 e 9 de dezembro, recebe como convidados uma série de artistas, brasileiros e estrangeiros, para sessões de autógrafo, lançamentos, palestras, etc. e tal. Estivéssemos lá, o entusiasmo maior, com certeza, seria sobre a presença do desenhista americano John Romita Jr. Falo por mim, mas sei que falo também pelos comparsas de Raio Laser, que Romitinha está em nossa lista de ilustradores de quadrinhos favoritos. Sendo assim, seria sensacional poder encontrá-lo e pegar um autógrafo (um sketch, quem sabe), fazer uma foto e trocar meia dúzia de palavras para agradecê-lo pelas milhares de páginas produzidas ao longo dessas décadas todas.
Mas, qual revista autografar? Uma edição de X-Men, em formatinho, de quando Romita Jr. fazia as histórias dos mutantes tendo Magneto como líder? Ou uma Super Aventuras Marvel, com alguma história do Demolidor escrita por Ann Nocenti? Ou a edição especial Grandes Heróis Marvel - n° 50 (também em formatinho), que compila “Justiceiro - O Homem da Máfia”, com a versão parrudíssima do personagem? Quem sabe então a minissérie Homem Sem Medo, em parceria com Frank Miller (e arte final do monstro Al Williamson)? Ou talvez a one-shot Corações Negros, estrelando Motoqueiro Fantasma, Wolverine & Justiceiro?