Semana passada publicamos uma entrevista reveladora com Alexandre Callari e Daniel Lopes do excelente PIPOCA & NANQUIM (canal e site), revelando tudo sobre o empreendimento da nova editora. Nossa relação com o Pipoca é antiga, começamos em períodos muito próximos (desde 2011, creio). Eu e o Pedro Brandt chegamos publicar alguns textos da Raio por lá. Nossos caminhos acabaram se separando (a Raio continua... bem... do tamanho de um tamanduá mirim, e o Pipoca é um dos maiores sites de quadrinhos do Brasil), mas nunca deixamos de admirar o empenho, erudição e paixão pelos quadrinhos desses caras. Confesso que às vezes vemos os vídeos do P&N na TV e realmente comendo pipoca, e admiramos profundamente a iniciativa da editora. Isso significa que vamos apenas pagar pau acriticamente para os lançamentos? Obviamente que não. Isso aqui é Raio Laser. Os quadrinhos do P&N são realmente muito criteriosos e responsa, mas nosso olhar procura ser clínico. Dito isso, seguem cinco resenhas RL para os cinco quadrinhos lançados pela editora do P&N até agora. (CIM)

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por Pedro Brandt

Contabilizando a quantidade de conteúdo – textos e, especialmente, vídeos – do site/canal Pipoca & Nanquim, é perceptível uma dedicação exemplar ao projeto. O nível da qualidade textual e o gosto diferenciado nas escolhas dos assuntos abordados está a anos luz da média da internet brasileira – uma raridade, pode-se dizer. O carismático trio formado por Alexandre Callari, Bruno Zago e Daniel Lopes, ainda por cima, estreou em 2017 a editora Pipoca & Nanquim. Uma conquista não apenas deles, mas dos leitores brasileiros interessados em quadrinhos que fujam do convencional.

Com um fôlego impressionante, a jovem editora lançou, em seis meses, seis títulos de peso: Espadas & Bruxas, coletânea com trabalhos do espanhol Esteban Maroto; Cannon, obra do americano Wally Wood; Moby Dick, adaptação do clássico literário de Herman Melville assinada pelo francês Christophe Chabouté; Beasts of Burden – Rituais Animais, de Evan Dorkin e Jill Thompson; Um Pequeno Assassinato, de Alan Moore e Oscar Zárate e Conan, o Bárbaro, livro com contos de Robert E. Howard, criador do personagem, e ilustrações de Mark Schultz, Gary Gianni e capas de Frank Frazetta. É mole ou quer mais?! Sim, Pipoca & Nanquim, queremos mais, muito mais!


Por e-mail, Alexandre Callari e Daniel Lopes responderam (um pouco antes do anúncio do lançamento do livro de Conan) uma entrevista sobre o surgimento da editora. Que ela tenha uma vida longa e próspera! (PB)

PS: na semana que vem, a Raio Laser volta seu escrutínio às HQs lançadas pelo P&N.



Vocês três trabalham há alguns anos no meio editorial de histórias em quadrinhos. Quais os principais aprendizados – resumidamente falando – vocês adquiriram para montar a editora Pipoca & Nanquim?

Alexandre: Nós sonhamos em montar uma editora desde bem antes de sermos editores, quando o Pipoca ainda era um canal bem pequeno e nem sequer estava no Youtube. Foi ótimo que as tentativas anteriores não tenham dado certo, porque nós simplesmente não estávamos preparados. Foi só depois de anos trabalhando para a Panini/Mythos que aprendemos todo o funcionamento do processo editorial. Mesmo assim, quando começamos, tivemos de nos familiarizar com várias outras coisas que conhecíamos apenas marginalmente, como os processos de gráfica.

Daniel: Outra coisa bem importante foi ter um público no canal bem participativo, e que nos serve de termômetro para a escolha dos títulos. Às vezes algum comentário do tipo “Alguém precisava trazer o trabalho do Wally Wood por Brasil” já nos dá uma luz.

“Alguém precisava trazer o trabalho do Wally Wood por Brasil”

Aprender a como apresentar e vender um produto é um aprendizado constante, que anda lado a lado com o processo editorial: o livro precisa ser atrativo como objeto e ter um motivo (vamos dizer assim) para ser lançado.
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