Por Ciro I. Marcondes


1: Sobre o Herói grego, os Super-Heróis e o atirador do Colorado

Herói grego por Pichard
O herói na antiguidade clássica era uma figura legitimamente criada pelo imaginário popular. Sua função, enquanto criação coletiva de um mundo pré-científico (ou melhor dizendo, pré-logosófico), em que religião, arte, filosofia e ciência se misturavam, era a de tornar cognoscível um sistema ético, metafísico, político, estético e religioso para o povo. Figuras como Aquiles, Ulisses e Heitor não eram apenas “histórias” que serviam para o povo se entreter, mas verdadeiras estruturas míticas de significação do mundo. A partir da instituição da filosofia, especialmente socrática, estas figuras vão assumindo caráter cada vez menos inspirador no sentido educacional, e passam a ser tornar personagens de literatura. Vale lembrar as palavras de Harold Innis: “Os poemas homéricos foram o trabalho de gerações de recitadores e menestréis, refletindo as demandas de gerações de público para quem esses poemas foram recitados”.

why so NOT serious?
Quando comparamos os super-heróis com os heróis gregos, como o faz, de um jeito mais ou menos irresponsável, Stan Lee, há um erro e um acerto: o acerto é que o super-heróis também são, de algum jeito, criações coletivas, moldadas num imaginário comum, que, através de diferentes artistas e com intensa participação de um público, acabam assumindo arquétipos sociais. O erro, entretanto, não pode ser desprezado. Os super-heróis aparecem em uma época já hiper-midiatizada, em que as criações da indústria claramente são modelos autorreferentes, cuja função quase exlcusiva é retroalimentar as próprias estruturas e funções da indústria. Foi assim com os quadrinhos, assim é com o cinema. Assim é com as adaptações de super-heróis para o cinema. Os super-heróis foram criados especialmente como propaganda de guerra, e sugiro expressamente que leiam o artigo que escrevi a respeito. A inspiração para suas atuações nas sociedades contemporâneas nada têm a ver com  a inspiração que o herói antigo tinha para os gregos. O super-herói nada inspira a não ser uma relação especular com sua própria estrutura midiática e industrial, sendo o público uma parcela ativa e participante deste jogo. Dentro destes limites, eles podem gerar histórias incríveis, algumas intensamente inteligentes, e é como produtos dentro deste universo hipermidiático do pop que devem ser pensados e apreciados. Fora isso, super-heróis são inverossímeis em sua mais crua natureza, e dar atenção demais a eles é dedicar muita energia a uma coisa escancaradamente alienante. Um culto extremado, que passe a colocá-los como modelos para representações da vida real é um culto ao próprio dinheiro que é o desdobramento inicial de todo seu processo constitutivo.  Não podemos esquecer as palavras do velho Milton Santos:

Picareta?
O consumo é o grande emoliente, produtor ou encorajador de imobilismos. Ele é, também, um veículo de narcisismos, por meio de seus estímulos estéticos, morais, sociais; e aparece como o grande fundamentalismo do nosso tempo, porque alcança e envolve toda gente.

Why so GODDAMN serious?
Eu sempre fui leitor e apreciador de quadrinhos de super-heróis, mas entendo que eles servem para serem consumidos, e não para que me inspirem coisa alguma. Na verdade, em termos de “inspiração”, é mais comum que o tiro saia pela culatra. O caso do atirador do Colorado é epistolar. Não podemos fechar os olhos e pensar que ele era apenas “mais um maluco” e que o filme do Batman não teve nada a ver com isso. Sim, ele era “mais um maluco”, mas um maluco que se dizia “ser o Coringa”, inspirado em um filme em que o Coringa é retratado como um niilista cruel e psicopático que quer “apenas ver o mundo queimar”. Certamente não foi a unica causa, e não tenho nada contra o filme, que é particularmente bom, mesmo que eu ache que esse Coringa do Nolan não traduza a essência do que o Coringa é para o Batman dos quadrinhos. A questão é: no mundo real, não existe e nem pode existir nenhum Batman para nos salvar de psicopatas niilistas. E, no mundo real, conforme o caso do Colorado bem demonstra, psicopatas niilistas estão aí, à espreita, para atirar em todo mundo. Não devemos nos encantar tanto com a cultura pop. Não vamos inverter esses valores. Mendigos não se parecem com zumbis. Zumbis é que se parecem com mendigos. Pensem nisso.

2: Sobre Bane e “A queda do Morcego”


O bom desempenho do personagem Bane em O cavaleiro das trevas ressurge confirmou algo que eu já pensava e desconfiava havia um bom tempo: o grande qualidade da saga A queda do morcego (Knightfall), tão execrada e questionada à sua época, humilhada por seu suposto viés exclusivamente comercial, vinculado à estratégia de “matar um personagem” para aumentar as vendas dos quadrinhos e depois ressuscitá-lo. Isso me faz pensar no quanto fãs de quadrinhos às vezes gostam de repetir bravatas e fixar pontos-de-vista por medo de encarar ideias novas ou puro e simples chauvinismo.

Li A queda do morcego no meio de minha adolescência, nos anos 90, com assiduidade e veneração que acho que nunca foi repetida em minha trajetória como fã de HQs. Esta não era apenas uma pequena história de um novo vilão que simplesmente aparece do nada e “quebra” o Batman. Esta era uma história de um personagem radicalmente novo, intensamente natural ao universo de Batman, ousado, corajoso e obcecado, com robusto mito de origem: Bane teria nascido e sido criado na pior prisão do mundo, e perturbadoramente uma única ideia fixa o motivara a sair e argutamente planejar uma longa ação de desmantelamento humano: matar o Batman. Porém, Bane se prova um personagem de inteligência ferina e diferentemente psicopática, e usa as próprias aporias de Batman para miná-lo psicologicamente, até que seu aspecto físico também esmoreça, e a obsessão do vilão sobrepuje a obsessão do herói.

Não é à toa que Bane seja o vilão escolhido para finalizar a trilogia de Nolan, planejada para capturar um aura mais hiper-realista de Batman, iniciada com as fabulosas novelas gráficas dos anos 80. Bane – e valem os créditos para os tão frequentemente desacreditados Chuck Dixon e Doug Moench – é a cristalização mais imediata deste conceito,  traduzido em sua incorporação ao cânone do herói, quando nenhum personagem que não figurasse nos primeiros anos de existência de Batman nos quadrinhos tivesse conseguido isso. Nolan percebeu que a argúcia hiper-realista, monstruosa porém factível, primada pela força obsessiva do vilão, seria a qualidade que ele buscava para finalizar a trilogia com um personagem que ancorasse Batman ainda mais no chão. Dito isso, vale pensar no quanto, às vezes, enquanto patrulhadores xiitas de nossos personagens, deixamos passar grandes ideias, que ainda existem, e que escapam diante dos nossos olhos, simplesmente pelo fato de acreditarmos que todas as boas histórias já foram contadas.


17 comentários

Matheus disse... @ 2 de agosto de 2012 00:27

fica claro que a grande maioria da literatura, hq e cinema têm a função de render lucros a grandes empresas. E assim foi perdido a essência das mitologias gregas...a função de entreter e exemplificar uma época e assim gerar conteúdo, conhecimento. sinceramente estou com medo desta alienação global...me vejo sempre atolado nesta lama! muito esclarecedor este post, fez abrir os olhos novamente.

Tavares disse... @ 2 de agosto de 2012 10:15

Olá Ciro, eu fiz um pequeno post como resposta:

http://caixadegibis.blogspot.com.br/2012/08/os-herois-e-sua-importancia-na-realidade.html

Linck disse... @ 2 de agosto de 2012 11:58

Oi Ciro. Bacana o texto. Principalmente a parte 2. Quanto a primeira parte, eu concordo com o diagnóstico mas discordo da ética que isso resulta. Você diz

"eles podem gerar histórias incríveis, algumas intensamente inteligentes, e é como produtos dentro deste universo hipermidiático do pop que devem ser pensados e apreciados. Fora isso, super-heróis são inverossímeis em sua mais crua natureza, e dar atenção demais a eles é dedicar muita energia a uma coisa escancaradamente alienante. Um culto extremado, que passe a colocá-los como modelos para representações da vida real é um culto ao próprio dinheiro que é o desdobramento inicial de todo seu processo constitutivo."

Claro que essa estrutura de bens simbólicos capitalistas estão ali, no entanto receitar uma maneira de lidar com eles quer me parecer ainda respeitar a própria estrutura, obedecê-la. Pois me parece que antes de enxergar essa transitoriedade nos super-heróis que de fato quem produz enxerga, acho ainda mais potente a capacidade justamente de ler fora desse certame. Falo do certame platônico que vai se ocupar com o lugar de origem (a editora alienante em sua estrutura) ou a destinação (a ponto de "influenciar" pessoas na realidade). Não sei se estou sendo claro, mas o que quero dizer é que no meu entender esse modelo platônico já era. Acho um ranço intelectual pensar sempre a imagem como ser que transmite mensagens a partir de um falseamento. Pensar exclusivamente assim é negar justamente as potencialidades destes falsos, todas as aberturas criativas (de pensar, de viver, etc) possíveis, inclusive que possam parar de hierarquizar essa categoria arbitrária de ordens de representação. Acho que a fenomenologia já deu o que tinha que dar no olhar da imagem. Esse pensamento da representação esvazia o próprio ser da imagem e apenas disfarça os preceitos platônicos que unicamente se pretendiam políticos partidários.

Enfim, acho muito mais ético subvertemos as ordens de representações dos super-heróis (seja de modelo social, seja de escapismo capitalista) do que tentarmos ainda amarrar uma sistema de leitura que em última instância só visa ditar um ser e fechar todas potencialidades. Fazer o contrário é dar razão a esse pensamento platônico-fascista que só nos comentários aqui vemos uma aproximação perigosa.

Espero ter feito algum sentido. Abraço!

Linck disse... @ 2 de agosto de 2012 13:05

Aproveitando a carona da relação Realismo e Super-heróis.

http://quadrinhosnasarjeta.blogspot.com.br/2012/03/o-realismo-verde-dos-super-herois-parte.html

mateusgandara disse... @ 2 de agosto de 2012 13:49

Maravilha!

Gostei mais da sua primeira observação.

Fechar com zumbis equivale a correr até a linha de fundo, tocar pra trás e bater pro gol, no winning eleven. Mesmo assim ficou do caralho.

Ainda estou em conflito por não ter sentido grandes emoções com esse Bátima novo. Conflito com o resto do mundo, pelo visto.

Um grande abraço.

Raio Laser - CIM disse... @ 2 de agosto de 2012 19:03

Oi Linck. Obrigado pelo comentário inteligente e problematizador.

Não vou me deter muito, porque esse debate vai além do escopo de uma caixa de comentários, pois envolve implicações profundas de representação e teorias da comunicação.

Mas eu sou profundamente Mcluhaniano, além de, no pensamento mais social, concordar com Raymond Williams. Os sistemas socioculturais replicam suas próprias estruturas. E acho que essa cultura de super-heróis, desde seus bonecos, camisetas, piadas e virais na internet, frisson antes dos filmes, álbum de figurinhas e tudo mais que os envolve, incluindo o consumo de 80% das salas de cinema do mundo, é maior do que o significado das histórias em si. As leituras abertas que você propõe (digamos, uma leitura dos desdobramentos mais profundos da cultura de super-heróis e suas histórias, e como isso constitui uma tipo de representação contemporânea) são um efeito colateral (mas previsto) deste mesmo sistema. Para mim, esse efeito é quase irrelevante diante do efeito brutal que essa cultura tem sobre uma vulgarização cada vez maior de Hollywood, por exemplo (pra mim, a pior Hollywood de todos os tempos). É claro que existem possibilidades de leituras e recepções mais abertas e diversas dessa cultura, mas a minha leitura é feita sobre o "big picture", a partir do que essa cultura tem gerado fora das histórias em si. Geralmente, aqui mesmo no Raio Laser, eu gosto de me deter em leituras mais específicas e diferente natureza dos super-heróis, mas, quando estou olhando para um quadro comunicacional geral, ainda acho que o sistema dos comics é autopoiético (está todo organizado para sua própria reprodução técnica)e que os danos são maiores que as benesses.

Um abraço!

Ciro

John disse... @ 3 de agosto de 2012 00:33

Inteligente observação a sua, ao falar que "Os super-heróis aparecem em uma época já hiper-midiatizada, em que as criações da indústria claramente são modelos autorreferentes, cuja função quase exlcusiva é retroalimentar as próprias estruturas e funções da indústria. " (mesmo existindo HQs do gênero que não se entregam a indústria mainstream, permanecendo em um status underground, onde fica evidente que o autor está valorizando a obra acima do investimento, o que não é o caso de personagens da DC ou Marvel.)Porém, me diga algo que possa ser consumido, no pós-modernismo, e que não tenha, ou potencialmente possua essa característica de retroalimentar as funções da indústria? É como o personagem Tyler Durden fala no filme "Fight Club", e que eu irei reproduzir com as minhas palavras modificadas: Quando o homem dominar a possibilidade de explorar o espaço e outros planetas, irá existir o "planeta mc donalds", "planeta Disney", "Planeta calvin klein", e por aí vai. A explicação do porquê chegamos nessa necessidade de corporativismo, eu não tenho estudo suficiente na área para dizer, porém para isto ser evitado no dia-a-dia, seria exigido do indivíduo um isolamento do sistema, para aplicar ideais beirando o niilismo. Pois hoje, em todas as áreas, encontra-se a indústria e corporativismo envolvidos. Nos HQ's em específico, qual o problema de alimentar a esta indústria buscando inspirações nas histórias? não seria uma forma válida de alimentar algo já presente em tudo no mundo? E se eu dissesse que, não só os herois mitológicos gregos, mas também a filosofia platônica, representam algo involuído e que atrasa o pensamento racional? pois é isso que alguns cientistas como Richard Dawkins demonstram, dizendo por exemplo que a Teoria das ideias de platão, a tal realidade inteligível e imutável foi uma atraso para teorias científicas que demonstram fatos a respeito de que a matéria é o que cria a cognição. a cognição por sí só não existe (e de fato, eu não considero que a filosofia seja auto-suficiente para dizer verdades a respeito da realidade, mas sim que ela deve ser aplicada em um contexto científico de cada caso). As espécies evoluíram de acordo com a necessidade, nada de formas ideais ou coisa do tipo.

"Mendigos não se parecem com zumbis. Zumbis é que se parecem com mendigos." Isto se deve a uma associação que nossa mente já tem, por conta de padrões que aprendemos. Como você gosta de Mcluhan, deve saber como ele considerava os artefatos humanos uma extensão dos seus aspectos fisiologicos e evolutivos. A criação de uma história dessa, não poderia ser considerado algo que acompanhe a evolução humana? Os herois gregos davam o que o povo grego necessitava, com o conhecimento que tinham naquela época. A indústria é algo que as pessoas necessita hoje, até para manter a balança comercial que mantém seus luxos.. em meio a tudo isso, muitos indivíduos terminam sem ter um referêncial além desse sistema. Os herois de HQ não seriam uma alternativa a isso? uma forma de fugir da realidade, mas mesmo assim enfrentando-a, numa busca de algo melhor do que o ser-humano de fato é? Para mim, não importa se foi a indústria que criou uma história, ou um filósofo grego, ou até mesmo um neandertal tentando explicar um fenômeno natural, pois isso se torna irrelevante frente ao que o fenômeno desencadeia na mente particular de cada um.

José Soares Júnior disse... @ 4 de agosto de 2012 00:02

Até na Grécia antiga os contadores de histórias queriam entreter o público.Você quando conta uma piada quer que a sua audiencia ria, não importa que ela seja feita de seus amigos de infância. esse desejo de reciprocidade de um interlocutor com o seu público é uma necessidade humana, e o nosso discurso sempre é pautado pela nossa audi~encia, também, mas isso não anula a originalidade do mesmo, nem que se comunique coisas relevantes muitas vezes. Uma sociedade de consumo só amplifica alguns desses aspectos. Eu sei que nerd no brasil quer bancar o intelectual e viver denunciando todos os fantasmagóricos esquemas da industria cultural para nos alienar, mas esse tipo de paranoia é o resultado de se colocar todos os rejeitados sociais do segundo grau no mesmo prédio ( à saber, o prédio das ciências humanas) para dialogar e fumar maconha por quato anos até se formarem. Ser intelectual na modernidade é ficar teorizando sobre as infanitas formas de opressão da sociedade. Pura babaquice. E à propósito: sauve platão seus ignorantes pós-modernos.

Raio Laser - CIM disse... @ 4 de agosto de 2012 08:22

John, nem tudo no mundo da cultura (e mesmo dos quadrinhos), mesmo que em algum grau esteja envolvido com a industria, esta no mesmo patamar que os super-herois. Nao eh o caso de colocar tudo no mesmo balaio e nivelar tudo por esse prisma. Estar envolvido de alguma forma com o mundo do capitalismo nao quer dizer ter sido criado no seio da industria, como eh o caso dos super-herois.

E, por fim, na minha opiniao (e certamente na maioria dos teoricos da comunicacao)nao soh importa quem criou uma historia, mas tambem com que meios, de que maneira e em que epoca foi criada, pois isso eh determinante sobre o que a historia significa, como ela significa, pra quem ela significa, e o que ela significa na mente particular de cada um.

Desculpe a ausencia de acentos e obrigado pelo comentario!

Tavares disse... @ 15 de agosto de 2012 09:17

José Soares

Concordo em parte quando você diz

"Eu sei que nerd no brasil quer bancar o intelectual e viver denunciando todos os fantasmagóricos esquemas da industria cultural para nos alienar, mas esse tipo de paranoia é o resultado de se colocar todos os rejeitados sociais do segundo grau no mesmo prédio ( à saber, o prédio das ciências humanas) para dialogar e fumar maconha por quato anos até se formarem. Ser intelectual na modernidade é ficar teorizando sobre as infanitas formas de opressão da sociedade. Pura babaquice. E à propósito: sauve platão seus ignorantes pós-modernos."

Mas acho que o problema nem é o nerd bancar o intelectual, é o intelectual querer bancar o nerd. E isso tenho visto com frequencia. Há uma certa tendencia nas universidades brasileiras de se considerar os quadrinhos como objeto de estudo, e os efeitos são hilários. Pesquise Nildo Viana e você vai saber do que to falando.

No meu blog, já denunciei tentativas de se associar os super-heróis até ao racismo e ao imperialismo americano, em uma questão de vestibular:

http://caixadegibis.blogspot.com.br/2011/11/vestibular-sugere-que-super-herois.html

Dedicam-se a estudar quatro ou cinco anos, ou a fumar maria joana e fingir que estudam, tentando encontrar todo tipo de teorias da conspiração, com o objetivo de criticar o "sistema".

Utilizam-se dos super-heróis para provar teorias da comunicação. Teorias estas criadas e inseridas no meio acadêmico para prover de base pseudo científica uma revolução cultural em andamento, segundo os objetivos do marxista italiano Gramsci.

Esta tática revolucionária, que visa "subverter" os bens culturais, como dito pelo sr Linck, vem sendo denunciada no Brasil pelo filósofo Olavo de Carvalho.

Esses jovens intelectuais, quando questionados, nem saberão do que se trata e jamais se afirmarão marxistas. Na verdade, eles nem sabem o que fazem, são apenas idiotas úteis. São bonecos manobrados por fios que eles não podem ver.

Na verdade, eles são a priori inofensivos, o problema é quando eles saem da academia e começam a influenciar os criadores de quadrinhos, ai vc tem o fenômeno atual. Quadrinhos como suporte de ideologias políticas. E a queda nas vendas como resultado.

Mas voltando a eles: é uma forma de se viver fora da realidade, pela absoluta incapacidade de se ter contato direto com ela. Normalmente são pessoas de classe média alta, que nunca leram quadrinhos e hoje se interessam pelo assunto pra se tornar o cara "cool" da faculdade. Também provavelmente nunca sentiram a verdadeira emoção de ler um gibi.

Por fim gostaria de convidar o sr Linck para ocupar o cargo de presidente de honra do PNNR, Partido que criei para reunir todos os que tem a sua visão sobre HQs.

http://caixadegibis.blogspot.com.br/2012/08/partido-nacional-nerd-revolucionario.html

calazans disse... @ 15 de agosto de 2012 19:05

O dito Sr LINCK não resiste a uma busca por seu nome no google...Na internet medra um tipo de Troll sedento por atençao cujas psicopatias são severas, graves, agudas, aconselho ignorar as estapafúrdias delirantes diarréias verbais - giberish - que buscam auto-afirmação. Afinal, lá em sua sarjeta de baixa auto estima (nome do BLOG linckhado ) ele se surpreende com TARZAN ser um Greystock inglês, o comfunde com CONAN (e se diz mestrando em cinema e NUNCA soube que Tarzan foi adaptado ao cinema desde o cinema mudo ? Não dá pra levar a sério !

Linck disse... @ 16 de agosto de 2012 02:10

Eu hein, só dá maluco odioso aqui nos comentários. Engraçado tanta raiva por um reles comentário meu. E eu que sou carente? Aliás, reconheço que meu textinho não tá dos mais claros, fiz às pressas; nem eu me achei direito nele haha. Mas essa onda de raiva, raiva, raiva mostra que a questão não é mais essa. Tenho algumas hipóteses, mas não vale a pena discorrer. Resta só perceber que quem pensa diferente de certas pessoas merece todo o investimento destrutivo de outras... Faz algum triste e dependente sentido.

Sobre Tarzan, Conan e o que eu supostamente coMfundo, ou nunca soube, eu realmente não sei de onde saiu isso... hahaha

Ciro, agradeço bastante a gentileza de retirar as ofensas pessoais. Já os meus argumentos que os outros destruam caso queiram, faz parte da brincadeira. De resto já procurei falar com o Mauro, achei que o Calazans também tinha entendido (pelo visto não muito), mas segue novamente o mísero apelo: me errem. Vivam e deixem viver.

Não fico caçando vocês por aí pra ofendê-los, primeiro porque, sejamos francos, todo mundo tem mais o que fazer, e segundo, não é porque critico argumentos de vocês que há motivos pra tornar isso uma cruzada da "verdade' dos gibis. Sério, chega a ser ridículo só de falar nisso. Pensem vocês que penso eu.

Não volto mais aqui pra esse tópico, quem quiser conversar numa boa, sabe onde me procurar.

Abraços.

Linck disse... @ 16 de agosto de 2012 13:43

Um texto bacana do Gian Dantom sobre o ódio on-line.

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2798&titulo=O_odio_on-line

Aliás, a respeito disso tô registrando aqui todas essas ofensas pessoais ou informações fraudulentas, imprimindo e gravando. Tanto de blogues como de facebook. Caso se mantenham, tomaremos providências legais.

No mais me desculpa Ciro e Pedro pelo uso completamente baixo e desrespeito do espaço de vocês. No que depender de mim, isso jamais se repetirá.

Abraços, Linck.

Ciro disse... @ 16 de agosto de 2012 15:47

Senhores,

Este é um espaço para se trocar informações sobre HQ e não tolera agressões. Se quiserem continuar discutindo desta forma, vão a um espaço privado ou discutam em seus respectivos espaços. Caso contrário, vou deletar todos os comentários do post e passar a moderar.

Abraços,

Ciro

Leonardo disse... @ 17 de agosto de 2012 20:49

Nem vou me alongar muito.
Primeiramente, gostei do texto Ciro. Achei bem interessante as duas partes. Descobri ele pelo Sr. Tavares, como sempre não concordei com que ele falou e fui na fonte. Já adicionei ao meus favoritos o blog, ei de acompanhar ele agora.
Segundo: Eu acho engraçado que até um tempo atrás o Sr. Mauro e seus amiguenhos estavam reclamando de perseguição por um tal post do Caixa de Gibis sobre o Lanterna Verde gay, e agora vejo ele fazendo a mesma coisa. Não é engraçado como gira esse mundo?
Mauro de boa, se limite ao texto do blog, sem perseguições alheias (como os temíveis comunistas comedores de criancinhas faziam) e foca no assunto. Discorde inteligentemente, sem ofensas o velhas baboseiras conservadoras. Se não tem nada há dizer, te dou um velho conselho da minha mãe "Burro calado, passa por sábio".

Ciro, me desculpe, mas não resisti em dar uma guampada no Mauro. Talvez você delete o comentário e não me importarei com isso, antes só digo, eu não quis soar ofensivo e vou tecer um comentário sobre o texto depois, gosto de ter uma segunda leitura.

Obrigado.

Leonardo.

Tavares disse... @ 20 de agosto de 2012 13:31

Ninguém aqui ofendeu o Linck, ele é que me difamou em diversos sites me chamando de fascista e homofóbico. Agora vem se fazer de vítima.

O comentário dele é uma babaquice, apresentei isso pros meus leitores, só isso.

Mas esses arrogantes se acham donos da verdade.

É como eu digo, nunca leram quadrinhos.

Anônimo disse... @ 26 de dezembro de 2013 11:07

Sr. Tavares, a sua posição é bem cômica, talvez por discutir os comics... Para quem cita Olavo de Carvalho, o pseudofilósofo de quinta categoria, paranóico que vê comunista e marxista em tudo quanto é lugar, e acha que o Brasil já é socialista... Por favor, vá estudar coisa séria... sobre quadrinhos, eles não estão fora da sociedade e quem os produz são seres sociais, com concepções, valores, representações, que são sociais, e os da grande indústria tem influência dela sim, seria estupidez dizer que não e que elas não sejam conservadoras, basta ver milhões de pesquisas sobre isso (todas de "comunistas" certamente... e as outras pesquisas sobre o resto são de partidários do sistema, como você, um apologista do capitalismo, que nada tem de "neutro", assim como as histórias em quadrinhos...). Leia "Heróis e Super-Heróis no mundo dos quadrinhos", de Nildo Viana, ou o livro Super-heróis, cultura e sociedade, ou ainda, "Quadrinhos e crítica social, o universo ficcional de Ferdinando", do mesmo autor, e irá entender melhor do que estou falando.

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