por Ciro I. Marcondes

Escrevi aqui sobre alguns dos quadrinhos nacionais que me chegaram em mãos recentemente. Tem mais coisa por vir, mas a ideia é fazer uma tentativa de mapear (sem obrigação de regularidade, sem obrigação de cobrir tudo, sem seguir lançamentos e sem deadline) uma fração da imensa quantidade de coisas que se tem produzido em HQs em nosso país, seja em publicações luxuosas, coisas independentes, zines ou online. Nesta primeira versão da nova seção, privilegiei alguns artistas daqui de Brasília, não apenas pra ser um pouco bairrista, mas também porque a cidade está se tornando um celeiro interessante de quadrinistas. Quem quiser nos enviar suas produções, basta nos escrever em “contato”, ok?

BátimaAndré Valente (Samba, 2011): Haveria com certeza algum jeito de interpretar sociologicamente essa pérola-express que é o gibizinho (lembram dos gibizinhos da Turma da Mônica? Esse é um Mini-samba) Bátima. Afinal, é sobre um cara classe-C que trabalha o cão (estaria vestido “simbolicamente” de Batman pra mostrar o “herói da vida real” que é) num McDonalds e manda cartas pra mãe fingindo ser um redator da Globo. Porém, conhecendo o autismo artístico (não se enganem. Isso é uma qualidade rara) de André Valente, prefiro ver esta pequena história pelo prisma de sua verve non-sense. Prefiro vê-la (não sei bem explicar por quê) como salto sem volta na sensorialidade psicótica de um sujeito ainda mais miserável, enlouquecido pela cultura pop e pela solidão. Um sujeito sem arestas egoicas que escreve cartas para uma mãe inexistente, sobre um emprego inexistente, processando o derretimento de seu aparelho psíquico. E tudo teria começado quando ele foi batizado “Bátima” (como alguns são batizado “Mai Conjecso” ou “Cridence”) após seu nascimento.


Não fui euAndré Valente (2011): Se André Valente é um quadrinista que possui certo autismo artístico, é porque em suas histórias eventualmente há um elemento que nos escapa, um ponto cego onde apenas habita o artista, e nunca o leitor. Isso seria decepcionante se ele não preenchesse todo o resto com referências e solidez cultural que escapam à maioria dos quadrinistas brasileiros, fazendo-nos ter que investigar entrelinhas em quadrinhos simples, mas engenhosamente despojados, com senso de humor que mistura “O Pasquim” com “Além da imaginação”, bastante refinado. Esta aparentemente modesta coletânea “Não fui eu”, que se inicia com Sol e Lua àMéliès, traz uma ótima amostra do equilíbrio quadrinístico e do desequilíbrio mental de Valente, com destaque para os lindos painéis do primeiro capítulo da novela gráfica “Coelho”, e para a surrealista “Uma espinha”, que poderia ser a história longa que o Laerte nos deve há muitos anos.

Peixe fora d’águaDiego Sanchez e Laura Lannes (Org., 2011): Esta publicação independente reune mais de 20 artistas diferentes e com certeza é uma iniciativa louvável e bem-feita. O problema é que, sustentando essa postura “do it yourself” que vem junto com a pecha de “peixe fora d’água”, quase todos os quadrinhos, sketches e poemas dão essa impressão de mal-acabado, de orgulho de ser tosco, de sumir no non-sense por falta de ideias ou medo delas. A quantidade de metalinguagem inócua e piadas internas acaba comprometendo o trabalho todo. Há uma variedade interessante de estilos e técnicas gráficas, mas a maioria do material sofre com essa síndrome de não querer produzir nada relevante, de um niilismo inútil. Quadrinhos com baixa autoestima. Não é à toa que a melhor série do livro é “Them wishing wells”, de Guilherme Lírio e Vidi Descaves, bem sacada, feita com desenhos de palitinhos. Logicamente, vale destacar “Certa manhã acordei de um sonho agitado”, em que a quadrinista Laura Lannes (talentosa) acorda no corpo do pintor Francis Bacon, além de uma paródia inteligente de Batman feita por Diego Gerlach. Mas, francamente, quem ainda está afim de ler mais uma paródia do Batman?

Garoto Mickey – Yuri Moraes (Dobro quadrinhos, 2011): Quando dou aula de roteiro cinematográfico, acho que a lição mais valiosa que passo é a seguinte: “se você não tem nenhuma ideia para criar um roteito, não faça um roteiro sobre como você não tem nenhuma ideia para criar um roteiro”. Acho que essa simples lição limaria metade dos artistas contemporâneos, e esse seria um mundo melhor. Garoto Mickey não é uma novela gráfica ruim, que fique claro. Yuri Moraes tem claro domínio e consciência narrativa, além de um traço expressivo e simpático. A história é dividida em duas partes muito claras: primeiro, uma espécie de revisão autobiográfica que tem força especial nas agruras melancólicas da infância, quando ele fazia uma HQ porradeira da qual todos gostavam, substituída pelo eterno carma do quadrinho autoral. A relação com o amigo um tanto obtuso e imbecil, abandonada na idade adulta, acaba sendo um ponto de verdade na HQ, além de insights de linguagem e algumas ironias bem marcadas. Mas parece que tudo se perde e a procura por uma psicologia de si mesmo ganha absurda autoindulgência, com o autor querendo antecipar as próprias críticas que as pessoas fariam à HQ, numa obsessão em prever e tapar seus próprios defeitos, o que se transmite, evidentemente, para os defeitos da HQ. A segunda parte, quando essa autojornada cínica se converte numa história de ação absurda e até piegas (com o autor fazendo questão de deixar claro que está fazendo algo piegas – como não?), é que a coisa se esfarela completamente e as virtudes da HQ se perdem. Não o talento de Yuri Moraes, é claro. Mas afirmar-se como loser numa HQ não torna ninguém menos loser, que fique claro.

Valente para sempreVitor Cafaggi (Pandemônio, 2011): Na contramão de uma tendência muito experimentalista de boa parte dos quadrinhos brasileiros contemporâneos, Valente vence pela simplicidade. Na forma de uma tira tradicional, num traço simples em preto-e-branco (mas confiante e cheio de expressões), o talento de Vitor Cafaggi para representar ideias parece orgânico e fácil, como se simplesmente tivesse estado a vida toda ao lado dele. E assim é a vida do cachorro Valente, seus amigos, amores e desamores: simples, natural, intenso, vivo. Publicada pela Pandemônio, na antiga forma retangular e monocromática com que antigos gibis de Garfield e Mafalda saíam, esta coletânea (de tiras ainda saindo na Internet) é um presente ideal para corações românticos. Uma HQ que, ao optar por navegar, confiante, pelas águas dos clássicos, dirige-se rumo ao triunfo.

Duo.toneVitor Cafaggi (2011): É estranho que a minha reação a Duo.tone, após ter lido Valente, tenha sido de ligeira frustração, já que esta é uma publicação de fôlego um pouco maior, coloridinha e mais longa, com certeza de maior ambição. A revistinha (legal chamar assim, porque de fato é isso que essa HQ é), de leitura fácil e despojada em linguagem simples (mas bem dosada em sequências silenciosas, serializações, metarrequadros, diálogos naturais e outros recursos) é certamente adorável, e tem potencial encantador para o público infantil. Mas confesso que, ao contrário do Valente, onde a gente se envolve e se emociona, aqui tanta fofura e ternura infantil causam um tanto de desconforto, uma certa ingrisia que vai se desatinando em mau-humor. Uma coisa assim, leite de pêra e ovomaltino. Eu aprecio histórias de growing pains, mas a primeira delas, do menino loirinho, é muita dor pra pouca desgraça, o que me fez preferir a segunda, toda silenciosa, do garoto japonês cool e intrépido, em que Cafaggi arrisca mais na sua habilidade narrativa, e faz uma homenagem menos piegas ao contato que um quadrinista tem, na infância, com o mundo dos super-heróis.

Mix tapeLu Cafaggi (2011): Estes outros quatro mini-gibis trazem essa proposta lírica de emular quatro fitinhas K-7, abordando os temas do som a da música de uma maneira completamente contrária ao que se poderia esperar de tal empreitada (ou seja: ideias tímidas se afogando num mar citações e referências). Ao contrário, fã de fitinhas K-7 como sou (passei a adolescência gravando-as pras minhas garotas favoritas), respirei com alívio ao ver que o trabalho de Lu Cafaggi compõe um delicado tributo à própria memória, à sinestesia de nossos passados, sendo um deles (o melhor) uma pequena sinfonia (muda – e isso me afeta!) de sons preferidos; o segundo a memória de uma pessoa guardada no som de um piano; a terceira (mais fraca) um diálogo imaginário com a cantora Patti Smith; e a última a experiência onírica de uma doce super-heroína. O aspecto fosco, de um violeta apastelado, monocromático, faz a experiência de ler quase táctil. Uma HQ especial, à altura do trabalho que Lu Cafaggi, Mariamma Fonseca e Samanta Coan realizam no blog Ladys Comics.

Kowalski #2Gabriel Góes (Org., Samba, 2011): Esta revista é um spin-off do grupo Samba, daqui de Brasília, que já constitui uma geração completa de quadrinistas talentosos e realiza um dos trabalhos mais interessantes das HQs nacionais atualmente. Participam dela, além de Gabriel Góes, editor e criador do personagem-título, Lucas Gehre e Gabriel Mesquita (os outros caras da Samba) e convidados de peso. Aos poucos, na medida em que as publicações do grupo vão aparecendo, uma estética em princípio caótica e desajeitada vai se organizando. Fruto do casamento herético dos quadrinhos com as artes plásticas, a geração Samba desenvolve uma relação muito visual com os quadrinhos, com a narrativa muitas vezes servindo como serialização para impressões imagéticas, profanas, coisa de pesadelo mesmo. Para tornar isso uma práxis refinada, os caras bebem de tudo: cinema, fotonovela, pin-ups. A capa de Eduardo Belga, surreal e obscena, dá uma amostra das ambições do grupo. Esta número 2 dá continuidade e aprimora as ideias da número 1, com alguns feitos mais narrativos, como a paródia “Cidadão Z”, de André Valente, que horroriza com a figura controversa de Ziraldo, fazendo-o beber de seu próprio veneno e estilo (do mesmo jeito, mas mais irônico, que Valente havia feito com Maurício na número 1); e uma das primeiras histórias de maior consistência (hmm..) “filosófica” do grupo, “Quando éramos cavalos”, de Góes e Mesquita, que conta o mundo horrendo e impressionista (cheio de personagens fofinhos de outros gibis) de um sujeito que presencia um suicídio.


Mas eu ainda acho que o grande destaque é a série do próprio personagem que dá título à revista, algo que parece um produto puro, bruto, saído da mente... diferente de Gabriel Góes. Kowalski e seus amigos são cartoons junkies, que assaltam para fumar crack ou cheirar pó, e Góes serializa essas histórias num traço infantil e perturbador, com quadros minúsculos e tortos, sendo a própria viagem do leitor montar estes efeitos rítmicos. “Kowalski” é sim um tipo de monstruosidade crua e imoral, parecendo uma versão nada idealista do clássico Freak Brothers, do genial Gilbert Sheldon, mas Góes aos poucos acrescenta mais sacadas e refinamentos a essa série, mesmo que ainda não seja possível (se é que um dia será) entender o que esse universo quer dizer. Vale destacar também a série “A casa das mulheres-pássaro”, de Gehre, um prostíbulo de action-figures (os antigos “bonequinhos”) e a série de impressões visuais, circulares, de Gehre e Mesquita, sobre seres em decomposição. Eu tiraria duas tentativas de séries narrativas: a fotonovela (sei que dá trabalho, mas não tá engrenando) e “A estrada do diabo”, que, apesar de graficamente interessante (mas muito derivado de Clowes e Lynch), é menos impactante do que parece querer ser.

Sim – Gabriel Góes (Projeto 1000, 0005, Barba Negra/Cachalote, 2011): Góes é um ilustrador de mão cheia, e uma de suas maiores virtudes é mudar de estilo sem perder sua marca pessoal. Seja no traço torto e macabro de Kowalski, seja numa história em 3-D, num cartaz de festival de rock, ou numa história de livro-jogo, sua personalidade, ainda que coerentemente adaptada aos diferentes gêneros, está sempre visível, sempre imediatamente identificável. Sua habilidade como narrador e quadrinista ainda é um ponto a emergir completamente, e esta Sim é prova de que sua versatilidade onírica e seu imaginário claustrofóbico vêm ganhando camadas e camadas de densidade.  Como de praxe nesta grande iniciativa da editora Barba Negra e seu Selo Cachalote, esta é uma HQ sem palavras. Góes, metamorfoseado numa criatura antropomórfica e primitiva (cabeça de lobo e um tacape na mão), atravessa paisagens psicodélicas e alucinatórias, como se avançando em camadas mais profundas ou desdobramentos de dimensões de si mesmo, cruzando com figuras míticas, arquetípicas. Esta HQ, que se experimenta numa leitura rápida, pode ser pensada toda num sentido jungiano, um tipo de representação mítica e lisérgica, mas vou deixar essa análise pra lá. O que vale mesmo é a robustez do traço e dos grandes requadros panorâmicos de Góes, imagens inalcançáveis e errantes.

Desvio – Daniel Gisé (Projeto 1000, 0003, Barba Negra/Cachalote 2011): Desvio, do mesmo projeto que Sim, curiosamente parte de uma premissa semelhante, mesmo que o resultado seja muito diferente. O fato de, quando obrigados a construírem uma série sequencial sem palavras, quadrinistas tendam a representar o mundo dos sonhos e delírios, geralmente encaixando mundos dentro de mundos, deve dizer algo muito importante sobre a linguagem visual muda. Sem a correção das palavras, as imagens têm o poder de correr soltas, transportarem-se de um mundo para o outro, num livre fluir de formas e cores. Desvio é mais causal do que Sim, e Gisé modela uma estranha história envolvendo dois recém-casados, uma psicótica, um lenhador gay e outras coisas, num traço clássico, fino, lembrando uma HQ dos anos 50 (onde se imagina ser também a época da história). A virtude está em, no meio de ações que subitamente se tornam imaginação e sonhos, o encadeamento sem palavras da HQ ainda manter os pés no chão, numa organização de alta compreensibilidade, criando uma aura de enigma não muito fácil de ser alcançada, mesmo que o final não ofereça respostas.  QHQ

62 comentários

Anônimo disse... @ 28 de fevereiro de 2012 12:01

Que lixo de resenhas.

O "critico" fica falando mais de si proprio que dos livros em si.

Raio Laser - CIM disse... @ 28 de fevereiro de 2012 12:08

Ui! "Crítico" entre aspas! Magoei!

Diego Sanchez disse... @ 28 de fevereiro de 2012 16:38

Ahahahah que palhaço .. na boa eu nem respeito a galera que usa foto de desenhnho alfeito no quem somos nós ahahaha
Ficou boladinho que garotos de vinte e poucos estão fazendo cosias de verdade e aparecendo e revistas de verdade enquanto você fica escrevendo resenhas fraquinhas ( orgulho de ser tosco) uqe ninguém lê?
Obrigado a atenção , mas eu vou preferir os comentários do Télio Navega Fabio Zimbres, Laerte Coutinho , André Dahmer , Tiago Elcerdo que entendem um pouquinho mais de quadirnhso que vocE^. um dia vocE^chega lá ahahahah !

Ciro disse... @ 28 de fevereiro de 2012 17:26

Meu deus, velho. Você é louco. Não seja idiota. Crítica é opinião, não é verdade. Se não gostou ou não viu nada construtivo nela, apenas ignore. Eu não fiquei bolado. Você é que parece que ficou. Pelo menos desta vez assinou seu próprio nome. Que bom que uma galera massa gosta dos seus quadrinhos. Siga em frente. Não precisa mais aparecer por aqui não. Em tempo: eu não sou quadrinista. Escrevo esse blog por hobbie, e adoro fazer isso. Não me preocupo se alguém o lê ou não. Eu tenho outra profissão, e estou muito bem, obrigado.

Diego Sanchez disse... @ 28 de fevereiro de 2012 22:45

ahahahah broder eu não escrevi como anônimo não, nem escreveria hahahah deve ter sido a sirlanney de todo modo comentários são opiniões assim como críticas , eu faço uma revista estou aberto a julgamentos vocE^faz uma critica publica está aberto a julgamentos, o que a gnete fala no bar e em casa não tme nada a ver . mas relaxa eu não fiquei bolado não . .agora louco..acho é exagero broder , eu tenho meus problemas psiquiatricos , gosto de zoar uns coitados tipo você só para deixar esperto mas pode deixar que eu raramente sou violento ahahahahaahaha sem ressentimentos ! abraço broder

Diego Sanchez disse... @ 28 de fevereiro de 2012 22:51

se liga foi ela :http://sirlanney.wordpress.com/
agora ela sim é esquizo violenta ahahahaha mas pode deixar que até a gnete votlar apra brasilia já estamso com outra revista que vocE^pode fazer uma outra crítica para alimentar seu hobbie ! ahaha transtornado demais

Anônimo disse... @ 29 de fevereiro de 2012 00:09

Que ego é esse, hein, rapaz?! "Télio Navega Fabio Zimbres, Laerte Coutinho , André Dahmer , Tiago Elcerdo" - ele precisa de todos esses artistas para se considerar bom?

Ego exigente esse...

Anônimo disse... @ 29 de fevereiro de 2012 11:19

FINALMENTE alguém teve coragem de falar mal do GAROTO MICKEY.
Que livro superestimado!
Uma droga esse livro.

Diego Sanchez disse... @ 29 de fevereiro de 2012 17:25

Broder, ou melhor , anônimo um , seu comentário nem faz sentido.
anônimo dois , finalmente?coragem? é claro porque estamso falando do gênio dos quadrinhos intocável Laerte cou...ah não. estamos falando do iniciante Yuri Moraes que esta lançando o seu primeiro livro ..nossa precsia ser corajoso para falr mal dele não? Não , e nem cabe aqui uma crítica desse livro junto com por exemplo o gabriel góes que faz qudrinhos há seculos.O cara é claramente um profissa .
Eu preferi só gastar esse Ciro até agora mas esse tipo de comentário até pede uma resposta séria.
VocÊ tme todo direito de não gostar da minha revista , mas 1- você está criticando uam revista feita por amigos ,independetemente , de garotos de vinte anos , que não tem menor pretensão de ser uam obra efinitiva da mesma forma que um quadrinho qualquer?É estupido ,despreparado no mínimo. Eu perecebi pelas constantes repetições criticas que falta experiencia para vocÊ infelizmente por isso vou te dar uma dica: Leia um pouco do contexto do livro antes de julga-lo. Se você assiste a um documentário falso como se fosse um documentário real claramente sua opinião será difrente.Garoto mickey do Yuri é um livro de estreia. O garoto é bom e vocÊ sabe disso.Inveja rolando ..comum.Noventa porcento dos professores que tive na facudlade eram artistas frustrados. Chamar minha revista de tosca? É sim , claramente , não tivemos um designer para diagramar, escolhemos mal alguns colaboradores.Mas a verdade é que muitos deles tem entre 17 e 25 anos e não são profissionais. Muitos dos meus prórpiso trablhos são de anos atrás.Hoje em dia eu sou ilustrador profissional , trabahlo com isso e pode ter certeza que saco muito mais disso do que um teoricozinho de segunda.A qualdiade dos desenhso varia um pouco? sim. A ideia não é fazer a melhor revista de quadirnhos do mundo e sim dar oportunidade a váriso aspirantes. Quando você faz uma crítica a esse tipo de iniciativa você não percebe que faz uma critica ao seu proprio blog. Você é um amador claramente . então se você considera uma iniciativa ruim uma revista de amadores por ser amadora, porque diabos vocE^tme um blgo amador? Se nós aos vinte e poucos somos julgados pro sermos amadores e corremos atrás de ganahr o mundo da forma que a gnete pode , dá uam boa olhada para a sua barriga gorda no topo dos seus trinta e tantos e se liga : você merece ser julgado também. A minha revista tosca com orgulho chegou até as suas mãos não é?Você acha que isso é pouco para uma primeira publicação completametne indepedente?O Garoto mickey chegou em brasilia sabe como? É óbvio oque você não sabe..vocÊ é só um aspirante a crítico recalcado e triste , ou pior um aspirante a artista jogando veneno em quem tem coragem de tentar chegar a algum lugar ..fadado a alegar que tem um emprego ... me diz cE^ não gostaria de trabalhar de verdade como crítico ? porque eu amo trabalar de verdade como ilustrador. Sem ressntimentos broder só se liga mantem o respeito. O mercado nacional está crescendo e a gnete não precisa de um critico entre aspas como a sirlanney colocou bem olhando feio proque não foi convidado para a festa. Cresce broder , e vê se não é para o lado

Raio Laser - CIM disse... @ 29 de fevereiro de 2012 17:38

"Bróder", não fui eu que escrevi esses comentários anônimos. Você não percebeu que eu posto meus comentários com meu próprio nome? Você já deu seu recado. Por favor, pare de encher o saco.

Tais Mendes disse... @ 29 de fevereiro de 2012 19:20

Raio Laser é o melhor blog de quadrinhos que já existiu nesse país. Mas como crítica não é verdade, como disse Ciro Marcondes, fui verificar a veracidade da opinião. Realmente a publicação Peixe fora d'água é muito fraca, não desperta nenhuma emoção. Aprendam a aceitar críticas, é o natural.

Thales Gaspari disse... @ 29 de fevereiro de 2012 21:04

Parabéns, Ciro!
Muito legal suas críticas (bem, não li todas as obras que citou, mas mesmo assim achei muito bacana a forma como você escreveu o que achou de cada uma; não ficou usando uns critérios aleatórios, nem ficou dizendo o que todo mundo espera que se diga só porque todos dizem).
De verdade, fazia muito tempo que não lia algo tão bom em termos de "crítica de quadrinhos".
Pena que há pessoas de ego tão inflado que não conseguem nem mesmo aproveitar a oportunidade de melhorar as coisas que fazem.
Continue escrevendo, quero ver mais de sua opinião (até porque é só isso, opinião)!
abraços!

Thales Lira disse... @ 29 de fevereiro de 2012 21:14

Diego, ser iniciante não exime ninguém de crítica (ou ser veterano, for that matter). O próprio Ciro diz que reconhece o esforço e diz que é bem feita até! Carece um pouco de humildade para aceitar que o trabalho pode ter falhas e ser iniciante, primeiro trabalho não é desculpa alguma. Foi feita uma escolha de publicar o conteúdo e tem que se arcar com essa escolha e recepção.
E quando for argumentar sobre uma crítica (eu bem acho que artistas nunca devem responder críticas formalmente [exceto raros casos] e sim com trabalhos) tente realmente argumentar, não ficar dizendo que tal coisa é de ressentido e similares, pega mal.

Luis disse... @ 29 de fevereiro de 2012 21:29

Legal o site e interessante as críticas. Não concordo 100%, mas é bom ver alguém se dando ao trabalho de escrever sobre o assunto. Com certeza o debate ajuda a gente a pensar mais sobre o que lê.

E fiquei chocado chocado com a agressividade do "bróder"! Publicar (de TORNAR PÚBLICO) uma revista e depois ficar nervosinho por receber alguma crítica negativa é ridículo. Se queria só elogio devia ter guardado e mostrado só prá mamãe.

Mateus Yuri disse... @ 29 de fevereiro de 2012 22:17

"Se queria só elogio devia ter guardado e mostrado só pra mamãe."

INDEED.

@espinafrando disse... @ 29 de fevereiro de 2012 23:21

Rapaz, tu escreves bem pacas! Fiquei ao mesmo tempo com vergonha do meu blog e com vontade de aprimorar pra chegar ao teu nível. Parabéns!

Anônimo disse... @ 29 de fevereiro de 2012 23:24

"...mas pode deixar que eu raramente sou violento" << mermão, pra falar isso, o sujeito tem que ter muita bala na agulha, mas com certeza é apenas blefe de um marica bunda-mole, que esquece que respeito é bom e mantem os dentes na boca.

Presta atenção, Diego, homem é homem e moleque é moleque, meça sua macheza virtual.

Anônimo disse... @ 1 de março de 2012 00:12

Boas críticas

E Diego... eu li o peixe fora d`agua. Na boa véi, concordo com muitas das críticas do Ciro. Outra coisa é que você como artista deveria ficar lijongeado por alguém parar a sua vida para ler a sua obra e depois parar a sua vida de novo para escrever algo sobre ela para que você pudesse perceber os seus pontos fracos e melhorar. Mas parece que você se acha muito bom só porque imprimiu uma revista e colocou um monte de histórias lá. Na minha singela opinião, para melhorar a qualidade da revista, a Laura devia cuidar da parte artística e você pegar cafezinho e carregar caixas. Mas é só a minha opinião...

Gabriela Sobral disse... @ 1 de março de 2012 00:27

Gabriela Sobral

Talvez um dos motivos que despertaram o meu interesse por quadrinhos foi ter acesso ao material e aos textos disponibilizados no site. Textos que nunca tiveram caráter de achismo e de crítica pessoal, pelo contrário sempre tiveram um embasamento e uma leitura lúcida das obras, mesmo que vc não concorde com a opinião emitida aqui, não podemos negar a qualidade. Falou-se aqui em crescer, talvez quem tenha que crescer seja aqueles que possuem uma postura de ataque como defesa e não contribuem para um debate enriquecedor. Pq sim é possível discordar de maneira positiva e não assumindo uma conduta histérica e desesperada.

Ciro disse... @ 1 de março de 2012 01:14

Agradeço imensamente às mensagens de apoio. Valeu pessoal :)

André Valente disse... @ 1 de março de 2012 11:56

Porra, a gente faz um gibi, gasta uma grana, pra no fim receber um (apenas um) twitter de "renomado crítico" dizendo "não curti". E quando a gente pede explicações a resposta é "não fui com a cara do roteiro" ou "é coisa de doidão". A crítica de quadrinhos no Brasil é uma bela duma várzea, e o Ciro é uma das raras exceções.

Você não tá com sede de crítica também, não? Você não fica puto quando vê aquelas listas de "melhores e piores de novembro", em que botam o Gerlach junto com o Moebius e "declaram" um dos dois a "bosta do mês"? Você não lançou o seu gibi também, mandou prum monte de gente cuja opinião você admira, e ficou esperando por meses por algum comentário, qualquer comentário, e até agora nada? Tá certo que não é uma coisa exatamente gostosa levar uma crítica nas costas, mas você não fica feliz de alguém ter lido e tirado mais de dois minutos do seu dia pra dizer algo além de "parabéns, cara" ou "legal, seu gibi"?

Não conheço ninguém no Brasil que escreve tão a fundo sobre quadrinhos que fogem do mainstream, e mesmo quando não escreve à fundo, as críticas do Raio Laser são frequentemente muito bem pensadas e elaboradas. Mesmo essas curtinhas. Cordatas, até, eu diria.

O que eu não suporto é o velho sistema de "Estrelinhas", ou "Notinhas". Se nós queremos ser tratados como adultos, queremos que o meio evolua, precisamos aceitar quando tratam das nossas obras sem passar a mão na cabeça. Do meu lado, não quero que façam concessões às circunstâncias em que fiz os meus gibis. Quero que eles respondam por si mesmos, por mais que eu leve porrada depois. Quem me dera que botassem meus gibis de estreia sob o mesmo crivo de um gibi do Laerte. Eu quero chegar lá um dia, e pedir "cela especial" só vai me distanciar.

Diego, meu querido (sem ironia, bróder, você sabe que eu gosto de você): publicou, tem que aceitar. Não existe esse lance de contexto não, o gibi chega no leitor sozinho, sem o autor do lado pra explicar cada quadrinho, ou que tipo de circunstâncias produziram ele. Se tá inseguro, não publica, é mais fácil. Coisas vergonhosas publicadas irão parar nos lugares mais inesperados, e vão ser botadas em companhias insólitas. E coisas que a gente se orgulha serão esquecidas e vão parar no anonimato. Não dá pra ser café com leite pra sempre. Tá no papel é oficial, tem que ser tratado como profissional. Quem mandou publicar. É assustador pra caralho, e um tanto injusto, mas funciona. É clichê, mas "é o que separa meninos de homens". Sem mágoa, velho. Bola pra frente, fazer coisa melhor. A melhor vingança é viver bem.

Não concordo com tudo que o Ciro disse dos meus gibis também, mas se eu não prestar atenção na opinião que ele e outras pessoas formulam, corro o risco de ficar fazendo a mesma merda pra sempre. Quando a gente vê um trabalho antigo e não sente vergonha, quer dizer que a gente não evoluiu desde então. Eu quero evoluir, você não?

Lê com calma que você vai ver que ele levantou bons pontos e qualidades de todos os gibis que resenhou. Mesmo do "pobres estreantes". Ele não foi tão escroto assim nem tão despreparado. E mesmo que fosse, a última coisa que eu quero é calar alguém que escreve mais de 130 caracteres sobre os quadrinhos que lê.

Eu li num gibi do Justiceiro aquela frase do "não concordo com o que dizes, mas defenderei seu direito de dizer", e o lance é meio esse. Quem bom que tem alguém pra falar dos nossos gibis, mesmo que seja meio mal. Cansei de silêncio.

Cyn disse... @ 1 de março de 2012 13:15

Here, here!

Eu já mandei um e-mail pro Ciro por que quero que ele resenhe as Golden Showers e a Bananas também! Muito melhor do que ficar recebendo tapinha nas cosas só por existir é ter alguém que se dê o trabalho de apontar onde você errou pra poder melhorar!

Que bate-boca infantil esse, chamar o cara de invejoso?! Nossa,tem que ser no mínimo limpador de latrina de presídio com epidemia de verminose pra ficar com inveja de uma turma de quadrinistas auto-publicados no Brasil.

Não que eu não tenha orgulho disso, claro. Mas inveja é dose.

Muito boas suas críticas, Ciro, muita gente fala bem de tudo por que somos amigos, ou pra ser diplomático, etc. e raramente se vê alguém realmente RESENHANDO. Quero e espero que você seja tão criterioso comigo.

E Valente, como sempre, perfeito no que diz.

Marcia M disse... @ 1 de março de 2012 15:27

Que isso. Garoto Mickey é muito bom.

O que eu acho estranho é como agradou tanta gente realmente, pois não é uma história pra todo mundo na minha opinião.

Primeiro que não acho que seja uma historia autobiografica. O segundo ato é uma das surpresas mais legais que fogem da mesmice das histórias nacionais trazendo algo realmente surpreendente.

Não que seja uma história perfeita ou coisa do tipo, mas é no mínimo uma das historias mais autenticas que eu já vi em quadrinhos nacionais.

Nada contra a critica, acho válida. Mas achar que o personagem é realmente o autor e confundir um personagem que está apenas deprimido com "loser" não está certo ao meu ver. Acho que uma releitura te faria bem.


beijos

m

Lulu disse... @ 1 de março de 2012 17:19

concordo com tudo que o André Valente disse.
por essas e outras que sou muito fã dele.

Diego Sanchez disse... @ 1 de março de 2012 17:30

valeu a maioria venceu .Para mal ou para bem acabou sendo publcidade para ambos os lados. e como dizem publcidade para mal ou apra bem é publicidade boa.

Cyn disse... @ 1 de março de 2012 18:08

Diego, pára, pensa e tenta aprender alguma coisa. Lê 20 vezes o que o Valente escreveu e depois medite. Só vai te ajudar.

Sir disse... @ 1 de março de 2012 21:45

Não vou ler tudo, mas o anonimo não foi meu. o que eu tinha pra dizer eu disse no meu blog: http://sirlanney.wordpress.com/2012/02/28/nos-somos-a-vanguarda/

acho que o anonimo foi a laura.

Anônimo disse... @ 1 de março de 2012 21:53

Diego, leia 20 vezes o que você escreve também, tanto erro de digitação acaba compremetendo a leitura e até sua credibilidade, a não ser que você seja o e. e. cummings. A netiquette nunca ficou obsoleta e você vê que todo mundo zela por ela.

Sir disse... @ 1 de março de 2012 21:57

Certo, sobre o que o André disse, eu também discordo com esse argumento do Diego "somos café com leite" "somos jovens demais" e também discordo dele ser tão agressivo com o Ciro, afinal, crítica é sempre válida sim, eu fico feliz dele ter gastado alguns minutos lendo as minhas porcarias e escrevendo sobre elas, mesmo que mal. E agradeço.
Mas afirmo que a crítica foi uma bosta, quero evoluir, o diego tbm quer evoluir, os formuladores de opinão tbm podem evoluir...
Por exemplo, dele dizer que na revista só tem coisa tosca, pelo amor de deus.
Acho que o diego tem mais é que sentar, desenhar muito, ler muito desenhar muito ler muito, aí sim ele vai aprender mais alguma coisa. beijos.
ps; diego, evite internet se não tiver tomado os remédios hahaha

Sir disse... @ 1 de março de 2012 22:00

"Na minha singela opinião, para melhorar a qualidade da revista, a Laura devia cuidar da parte artística e você pegar cafezinho e carregar caixas. Mas é só a minha opinião..."

Pra quem escreveu isso, fique sabendo que foi mais ou menos isso que aconteceu. Ou seja, se a revista é uma bosta, a culpa é da Laura. e em questão de desenho acho que nenhum fica devenddo pro outro não. E APAGARAM MEU COMENTÁRIO? NÓS VIVEMOS NUM PAÍS LIVRE!

Sir disse... @ 1 de março de 2012 22:02

ah, não apagaram... desculpa.
e vou fechar essa página anes que eu comece tbm a me passar.

grande público disse... @ 1 de março de 2012 22:19

Olha, não li esses quadrinhos ~polêmicos~, mas acho que a crítica foi boa, sim! A maior evidência disso está na sensibilidade dessa frase: "Quadrinhos com baixa autoestima". Acho que a verdade disso ficou clara com a reação dos autores rs!

E além de tudo, mesmo com alguns aspectos do texto ~meterem o pau~ na obra, fiquei sabendo que ela existia aqui e ainda fiquei com vontade de ler a revistinha, gente! A crítica levanta muitos pontos positivos do trabalho de vocês e despertou minha curiosidade.

É assim que funciona, relaxem!

Sir disse... @ 1 de março de 2012 23:11

Quadrinhos com baixa autoestima é tão sensivel que meu intelecto nem alcança. É um quadrinho que não é bem cuidado? bem desenhado? (se for isso é mentira, a grande parte desenha muito) se for o tema auto-depreciativo a culpa é minha, demorei muito tempo pra fazer quadrinho que não seja em torno do tema: eu sou uma merda. — pobre.
mas o diego não é todos os autores da revista. e ele tem feito bons quadrinho tbm. vcs viram?
e esse aqui foi o ultimo que fiz (hoje)
http://copacabanamonamour.tumblr.com/post/18575443715/para-demetrio
eu certamente ainda tenho muito o que melhorar... mas é legal fazer. ps; as imagens estão grandes e demoram um segundo pra carregar, dependendo da conexão. eu acho que melhorei um pouco nesse intervalo de um ano da revista pra cá. obrigada pela atenção. beijos

Sir disse... @ 1 de março de 2012 23:22

E leiam também a crítica que eu iz sobre a crítica do Marcondes. mas ela é bem grande. http://sirlanney.wordpress.com/2012/02/28/nos-somos-a-vanguarda/
Boa noite!

Brechara disse... @ 2 de março de 2012 03:32

Não sei o que me diverte mais: os quadrinistas sensíveis que vieram aqui reclamar das críticas ou o crítico que bate boca com os quadrinistas sensíveis nos comentários...
Ê VÁRZEA, hein?

p.s.: enfim, belos textos e excelente críticas. parabens aos autores.

grande público disse... @ 2 de março de 2012 07:40

Gente, baixa autoestima é o q transparece pra mim, q não li os quadrinhos, na reação histerica a uma simples crítica num blog...

Calma cara!

Tavares disse... @ 2 de março de 2012 09:01

Que inferno é isso aqui? Nunca vi o blog do Ciro ter comentários. Bastou ele criticar um fanzine escroto feito por brasileiros que ai aparece esse monte de crianças metidas aqui?

Estou surpreso e ao mesmo tempo nem tanto com tudo isso.

Conheci o Ciro por aqui, porque um ano e meio atrás iniciei um blog com crítica de quadrinhos. E ele apareceu com este blog, que na maneira dele, faz algo parecido. Passei a gostar de alguns textos dele, especialmente sobre quadrinhos europeus, tirando de lado os maneirismos acadêmicos absolutamente chatos, que pra mim são puro pedantismo, eu aprecio o que ele faz.

Este texto acima eu achei muito bem escrito, mas não lí e não tenho vontade de ler nenhum desses gibis. Ciro foi brando e educado, como eu não gosto de ser. Se fosse eu a escrever esse texto, com certeza seria muito mais agressivo, ou mesmo sarcástico, como fui quando falei da merda chamada Daytripper.

Eu escrevo sobre quadrinhos, mas como já sou esperto com relação a artistas brasileiros (ja convivi com muitos) raramente critico quadrinhos nacionais. Porque sei que vou receber esse tipo de retorno.

Já critiquei Bá e Moon, cujo trabalho desprezo completamente, já critiquei Rafael Coutinho, que acho superestimado e o pai dele, Laerte, que hoje considero louco e jamais gênio. Todas críticas negativas.

A única resposta que recebi foi do próprio Laerte, que disse concordar comigo, não sei se ironicamente.

Mas eu tenho uma coisa comigo: nunca critico amadores.

Um velho amigo meu sempre dizia uma frase, que ele creditava a Ozzy Osbourne ou algum metaleiro qualquer:

"não faça negócio com amadores".

Imaturidade, essa é a palavra e esse é um dos motivos pelos quais não há uam indústria de quadrionhos no Brasil. Um artista que se preze, em qualquer país do mundo, jamais vai defender seu trabalho de uma crítica como fizeram esses dois garotos ai em cima, desse fanzine "peixe fora dágua".

É vergonhoso e infame fazer comentários anônimos e ofensas pessoais a uma pessoa que se ocupou de tentar levar uma luz ao trabalho de vocês. TOMEM VERGONHA NA CARA, SUAS CRIANÇAS MIMADAS! VOCÊS SÃO UMA VERGONHA!

Todo meu apoio a este blog, e digo mais, se fosse eu a escrever sobre o fanzine de vocês, as palavras do Ciro iriam parecer ELOGIOS DA MAMÃE!

Vou escrever algo a respeito.

sirlanney disse... @ 2 de março de 2012 10:03

acho que eu nunca mais vou desenhar uma página na minha vida.

Timbuktu disse... @ 2 de março de 2012 11:10

Isso, amigos, é o artista brasileiro.

Mimados por natureza e acostumados com apoio de governo e de gente q só passa a mão na cabecinha. Por isso só vivem atrás de cotas e FACs, cagam pra quem vai consumir seus produtos. Isso é o resultado da ideologia esquerdista aplicada à cultura, nas escolas, nos ministérios e no programa Esquenta da Regina Casé!

Anônimo disse... @ 2 de março de 2012 11:17

tem gente aqui que não transa. adivinhem quem é.

Timbuktu disse... @ 2 de março de 2012 11:29

O que eu acho engraçado também são os autores da revistinha fazerem comentários alfinetando-se entre si aqui! Vamos lá, afinal de quem foi a culpa do trabalho não ter recebido só elogios? Não vale dedo no olho!

Melhor post do raio laser ever!

Tais Mendes disse... @ 2 de março de 2012 12:59
Este comentário foi removido pelo autor.
Tais Mendes disse... @ 2 de março de 2012 13:00

Continuem desenhando, claro. Os críticos e nós, leitores, precisamos disso. Agora, aprendam a aceitar críticas. As vezes elas são negativas, as vezes positivas. Aceitem as opiniões, coloquem-se nos seus lugares. Só isso.

Jonas disse... @ 2 de março de 2012 13:06

incoerência: quadrinista despretensioso na hora de editar a revista e pretensioso na hora de ouvir a crítica

Tavares disse... @ 2 de março de 2012 13:46

Temos de evitar os cães

http://www.emquadrinho.com/2012/03/o-papel-do-critico-de-quadrinhos-ou.html

Porco disse... @ 2 de março de 2012 13:55

Caramba...espero que os ânimos já estejam controlados. Aqui vão os meus dois centavos cheios de obviedades (mas me parece que muitas pessoas não enxergam o óbvio, não é, comentaristas anônimos?).

Ontem mesmo assisti no Canal Brasil a um documentário chamado Crítico (dir. Kleber Mendonça Filho) que todos aqui deveriam assistir. Nele eu ouvi uma frase que ressoou, "Toda crítica é uma autobiografia".
http://www.youtube.com/watch?v=SDbgFqLyr4U

Quanto à discussão toda aqui, acho que nem os artistas e nem os críticos devem estar isentos de críticas. Que todas sejam coerentes e construtivas ainda é uma utopia. Quanto à responder às tais críticas, isso depende de quanta confiança você tem no seu trabalho (espero que tenham) e no quanto você não tem medo de fazer uma cena em público. Sigam em frente se vocês acharem que devem.

Porém, o mais importante de tudo é que a vontade de sempre fazer algo melhor e nunca deixar de tentar permança intacta ou fique mais aguçada ainda.

Anyways, ninguém que faz crítica de quadrinhos independentes o faz para sacanear artistas ou simplesmente por inveja. Acima de tudo, quem faz críticas está morrendo de vontade de encontrar as boas novas e divulgá-las para o maior número de pessoas possíveis, por que artistas frustrados ou não, são todos fãs em primeiro lugar.

Jairo disse... @ 2 de março de 2012 17:00

continuem desenhando, continuem resenhando, continuem lendo.

só parem com esse papinho aqui.

Diego Sanchez disse... @ 2 de março de 2012 19:35

Para toda a galera da internet: ok eu mandei mal estava estressado foi uma reação imatura . mas ah vamos ser positivos como um dos comentaristas disse : agora eles sabem da revista. e como outro disse : nunca vi o blgo do ciro com comentários.
Então , como eu disse todo mundo ganha .
Ciro oque vocÊ acha de a gente ser para o público arquiinimigos? Acho que ta faltando emoção no mundo das artes.

Anônimo disse... @ 2 de março de 2012 23:36

Diego, Laura e etc: se vcs nao sabem lidar com crítica, talvez seja realmente a hora de parar e refletir. Eu, particularmente, acharia uma pena, pq discordo do Ciro e curti muito a Peixe Fora d'agua. Quero ver mais trabalhos seus...

Jesus Jones disse... @ 3 de março de 2012 13:42

Ótimas críticas Ciro. Mas não responda aos artistas incomodadinhos, mantenha-se blasé. Deixe-os inundar o rodapé da página a vontade.

Anônimo disse... @ 3 de março de 2012 14:14

Quando vi o desenho da menina passando fio dental nos dentes, gostei do que vi, pensei em dar uma lida.

Quando vi o tal Diego Sanchez nos comentarios, dando uma de ironicuzinho, rindo como se fosse um Clowes, decidi que esse cara não tem espaço na minha estante. Esse moleque otario que vá vender verduras.

lauralannes disse... @ 4 de março de 2012 02:30

Agora que a poeira baixou, eu queria dizer que não comentei até agora!
Obrigada ao crítico por ter dedicado um tempo pra fazer uma crítica da nossa revista. É muito importante que exista gente interessada em fazer resenhas de quadrinhos no Brasil, pra que todo o mundo possa evoluir. Eu não concordo com a opinião dele, mas também o filho é meu e eu acho a Peixe linda. A questão é que a gente tem que ouvir pra melhorar.
Acho que depois de tudo isso ninguém mais volta aqui, nem vai ler meu comentário, mas eu queria deixar registrado o meu lado.

Anônimo disse... @ 4 de março de 2012 14:44

Devia ter falado antes. Agora veio só fazer papel de sensata. Podia ter aconselhado seus amiguinhos a não queimarem o filme tanto.

Ronaldo disse... @ 4 de março de 2012 15:58

Concordo! Você ficou olhando os amigos darem o vexame, viu que agora pegou muito mal para o lado de vocês e agora vem dar uma de legal... deveria ter se manifestado antes.

Anônimo disse... @ 5 de março de 2012 11:06

Parece que a síndrome do café com leite voltou.
Cada um é responsável pelo que faz... não dá para culpar a ausência de uma intervenção divina.

Problemas de ego e de interpretação de texto.
O Ciro elogiou todos os quadrinhos resenhados, só disse que alguns não são os melhores quadrinhos do mundo. Todos têm potencial (pelo jeito, alguns mais que outros).

A espera de novas resenhas!

Tavares disse... @ 5 de março de 2012 11:38

Eu acho que é tudo uma porcaria, toda essa onda de gibizinhos com desenhos fofinhos sobre perdedores com historinhas emocionais e "autobiográficas". Isso já encheu. Qualquer um rabisca isso.

Quem conhece quadrinhos de verdade não cai mais nessa.

VELOSO disse... @ 9 de março de 2012 20:53

NÃO TÔ ENTENDENDO NADA MAS CURTI O POST!

Anônimo disse... @ 13 de março de 2012 00:59

achei as críticas boas, educadas, e todo esse bafáfá meio desnecessário. ah, achei esse tavares um cuzao tb.

Tavares disse... @ 13 de março de 2012 14:16

cuzão é quem não é macho pra mostrar seu nome e vem com comentários anônimos

mas deve ser o próprio artista, o idiota que armou isso aqui.

Anônimo disse... @ 15 de março de 2012 17:33

Esses quadrinhos sensiveis-representativos-simbolicos são coisa de viado.

Anônimo disse... @ 19 de março de 2012 10:24

haters gonna hate

Janara Lopes disse... @ 22 de março de 2012 16:27

Otimas resenhas. Anonimo = franguinho. Gurizada pitizenta: quer elogio mostra pra mae. Todo mundo se levando muito a serio. Eita mundo chato pra caralho.

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